- Peter Thiel investiu milhões na Halter, startup da Nova Zelândia que vende coleiras para vacas movidas a IA.
- O produto não é apenas coleira: combina IA, internet das coisas, assinatura e controle remoto de ativos no campo.
- A Halter monitora mais de 500 mil bovinos na Nova Zelândia, Austrália e Estados Unidos; na Nova Zelândia, uma em cada quatro vacas já usa a tecnologia (1,25 milhão de animais conectados).
- Cada coleira envia localização, movimento e comportamento; o sistema usa machine learning para aprender padrões com o chamado cowgorithm.
- A receita é em formato SaaS, com cobrança mensal por animal, oferecendo receita recorrente, previsível e escalável.
O que aconteceu: a Halter, startup da Nova Zelândia, encerrou uma rodada de investimentos com participação de fundos ligados ao bilionário Peter Thiel. Entre os destaques do negócio está a venda de coleiras com IA para bovinos, que criam cercas virtuais e permitem gerenciar rebanhos por smartphone, sem depender de cercas físicas.
Quem está envolvido: a Halter foi fundada em 2016 por Craig Piggott, ex-Rocket Lab. Além do aporte de Thiel, a empresa atraiu investidores que apostam em tecnologia de IA, IoT e modelos de receita recorrentes tipo SaaS. O objetivo é transformar animais em pontos de dados para o controle do rebanho.
Quando e onde: a Halter atua na Nova Zelândia, Austrália e Estados Unidos, monitorando mais de 500 mil bovinos. Na Nova Zelândia, a tecnologia já é utilizada por aproximadamente 25% do gado, correspondendo a cerca de 1,25 milhão de animais conectados simultaneamente.
Como funciona: as coleiras combinam GPS, sensores de movimento, conectividade sem fio e energia solar. O sistema cria cercas virtuais e permite movimentar rebanhos com um aplicativo, substituindo barreiras físicas.
Por que é relevante: cada coleira envia dados de localização, movimento e comportamento. O negócio usa aprendizado de máquina, com o chamado cowgorithm, para identificar padrões e orientar a rotina do rebanho.
Modelo de negócio
A Halter adota SaaS como base de receita, cobrando mensalidade por animal. Esse formato gera receita recorrente, previsível e com potencial de escalabilidade, atraindo investidores focados em empresas de tecnologia aplicada ao campo.
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