- 39,8% das startups estão fora do Sudeste, com crescimento mais intenso no Nordeste e no Norte.
- O estudo analisou 3.650 startups em 424 cidades brasileiras.
- Nordeste já responde por 10,5% e Norte por 5,4% das startups mapeadas.
- 82,2% atuam em modelos B2B ou B2B2C, e 53,1% já estão em operação ou tração.
- SaaS é o modelo dominante (39,2%); entre as verticais, edtechs aparecem com 10,1% e healthtech/life sciences com 9,4%; 34,8% receberam investimento, sendo 68,5% originado de redes locais.
O empreendedorismo regional amplia sua participação no ecossistema de inovação do Brasil. O Mapeamento do Ecossistema Brasileiro de Startups 2025 mostra que 39,8% das startups estão fora do Sudeste. O estudo analisou 3.650 empresas em 424 cidades. O Sudeste responde por 60,2%.
O avanço é mais expressivo no Nordeste e no Norte, fortalecendo redes locais formadas por empreendedores, universidades, hubs de inovação e iniciativas públicas e privadas. Os dados destacam uma tendência de diversificação geográfica.
Cláudia Schulz, CEO da ABStartups, ressalta que o mapeamento busca visibilidade de um movimento já em curso. Ela afirma que o empreendedorismo regional vem ganhando escala, maturidade e conexão entre regiões.
Expansão regional das startups
Nordeste já representa 10,5% das startups mapeadas, e o Norte atinge 5,4%. O documento aponta evolução das fronteiras regionais e maior participação de ecossistemas locais na inovação brasileira.
Startups com modelos B2B ou B2B2C somam 82,2% do total, refletindo forte alinhamento com economias locais e setores produtivos regionais. Além disso, 53,1% já operam ou apresentam tração.
Verticais, modelo e estágio
Entre as verticais, edtechs chegam a 10,1%, seguidas por healthtechs e life sciences com 9,4%, superando fintechs nesta edição. O modelo SaaS é adotado por 39,2% das startups, com faturamento médio anual de R$ 736 mil.
34,8% das startups receberam algum investimento, e 68,5% dos aportes vieram de redes locais. Investidores-anjo respondem por 36,8%, seguidos por programas de aceleração com 14,1%.
Sobre o impacto do mapeamento
A ABStartups diz que o estudo orienta decisões, investimentos e políticas públicas voltadas ao desenvolvimento regional. Schulz aponta que o mapeamento facilita compreender o movimento existente e apoiar um ecossistema mais equilibrado.
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