- O Banco Popular da China e mais seis órgãos anunciaram reforço à repressão de moedas digitais e proibiram emissão offshore não autorizada de stablecoins atreladas ao iuan.
- A instituição afirmou que moedas virtuais não têm status legal equivalente às moedas fiduciárias e atividades relacionadas são consideradas financeiras ilegais.
- Entidades nacionais e controladas no exterior ficam proibidas de emitir moedas virtuais no exterior sem autorização.
- Reguladores também proibiram emissões offshore de stablecoins atreladas a moedas fiduciárias e alertaram instituições financeiras contra prestar serviços a empresas ligadas a moedas virtuais.
- O mercado de criptomoedas segue volátil, com o bitcoin atingindo o nível mais baixo desde novembro de 2024 e impactos em empresas que investem em ativos digitais.
A China anunciou uma intensificação da repressão às moedas digitais, proibindo a emissão offshore não autorizada de stablecoins atreladas ao yuan. O comunicado foi publicado pelo Banco Popular da China em conjunto com outras sete agências.
A nota afirma que as moedas virtuais não possuem o mesmo status legal que as moedas fiduciárias, classificando as atividades relacionadas como ilegais. Sem aprovação oficial, entidades nacionais e controladas no exterior não podem emitir moedas virtuais no exterior.
A autoridade informou ainda que entidades nacionais e estrangeiras não podem emitir stablecoins offshore atreladas ao yuan sem autorização. O texto ressalta que essas stablecoins, lastreadas por moedas fiduciárias, exercem funções semelhantes às do dinheiro em circulação.
O banco central aconselhou instituições financeiras a não oferecer serviços de custódia e compensação para empresas envolvidas com moedas virtuais, ampliando o controle sobre o setor.
Mercados e impactos no setor cripto
A turbulência no mercado de criptomoedas tem afetado empresas que utilizam ativos digitais como parte de seus modelos de negócio. Atenção redobrada a riscos de liquidez e de valuation nesses ativos.
O segmento de ações de companhias que investem em criptomoedas cresceu no ano anterior, impulsionado por políticas favoráveis a ativos digitais em outros países e por estratégias corporativas que envolvem bitcoin.
Entretanto, projeções de volatilidade em ativos de risco, relacionadas a avaliações de IA e a cenários de juros nos EUA, têm pressionado moedas digitais, levando a quedas de preços e a revisões de estratégias de tesouraria.
A expectativa de movimentos regulatórios mais rígidos e a incerteza econômica também contribuem para a cautela dos investidores e para a redução de exposição em ativos digitais.
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