- Uma petição em apoio a Misan Harriman, presidente do Southbank Centre, ganhou assinaturas de figuras como a atriz Greta Thunberg e o ator Hugh Bonneville, defendendo-o de uma suposta nova campanha de difamação.
- A controvérsia envolve reportagens de veículos de direita, como o Daily Telegraph, que questionaram comentários de Harriman sobre o ataque em Golders Green e o desempenho do Reform nas eleições locais de sete de maio.
- O episódio inicial refere-se a Harriman ter compartilhado e comentado uma postagem do deputado Ayoub Khan após o ataque de 29 de abril, levantando dúvidas sobre a cobertura de um terceiro ferido no episódio.
- O segundo foco foi um vídeo de cinco minutos publicado no Instagram, após as eleições locais, no qual Harriman comentou sobre a ascensão do Reform e citou uma parábola de Vonnegut e Sontag; críticos acusaram-no de comparar a vitória do Reform ao Holocausto.
- Em resposta, quase setenta mil pessoas registraram reclamações junto à imprensa britânica, e o Southbank Centre afirmou que as opiniões de Harriman são dele e não refletem a instituição; houve apoio público e MPs e celebridades questionaram a crítica, com o tema gerando debate sobre conduta de líderes de organizações beneficentes.
Greta Thunberg e Hugh Bonneville assinam uma carta em defesa de Misan Harriman, presidente do Southbank Centre, após críticas veiculadas pela imprensa. A petição acusa uma campanha de difamação contra Harriman, que atua como fotógrafo e gestor cultural em Londres.
A controvérsia envolve dois episódios. O primeiro ocorreu após um ataque em Golders Green em 29 de abril, quando Harriman comentou em redes sociais sobre o segundo ataque envolvendo um homem árabe. A cobertura sustenta que houve subnotificação sobre o terceiro atropelamento ocorrido no mesmo dia.
Repercussões e desdobramentos
O segundo episódio envolve um vídeo de 5 minutos e 40 segundos no Instagram, feito após as eleições locais de 7 de maio. Harriman citou uma conversa entre Vonnegut e Sontag sobre o Holocausto para discutir o crescimento do partido Reform, gerando acusações de equivalência com o Holocausto. Organizações e figuras ligadas à direita destacaram o trecho, enquanto críticos afirmaram que houve distorção.
Cerca de 70 mil pessoas registraram reclamações à imprensa junto ao IPSO, em uma das maiores ações do órgão. Entre apoiadores, já passam de 15 mil as assinaturas da petição apoiada pela Good Law Project, apoiando Harriman. Apoios também chegaram de personalidades como o poeta Michael Rosen e a parlamentar Dianne Abbott.
Contexto institucional e posicionamento
Harriman afirmou ter ficado comovido com o apoio recebido e lamentou que a verdade esteja sendo pressionada por instituições. A quantidade de apoios não anulou críticas de alguns políticos, que questionam a conveniência de um líder de entidade filantrópica assumir posição política pública.
O Southbank Centre, que Harriman preside desde 2021, afirmou que suas opiniões pessoais não representam a instituição e condenou todas as formas de anti-semitismo, ódio e discriminação. O episódio também provocou cobrança de parlamentares, com um pedido de reconsideração de financiamento pela Arts Council England a respeito do centro cultural.
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