- Dozens de sobreviventes e parentes de 19 ataques terroristas assinaram uma carta de solidariedade à comunidade judaica, dizendo que permanecer unidos é a forma mais eficaz de enfrentar o terrorismo.
- A carta foi organizada pelo grupo Survivors Against Terror (SAT) após ataques a dois homens judeus em norte de Londres, no início desta semana.
- Entre os signatários estão familiares de vítimas e sobreviventes de ataques notórios, como o ataque de 7/07 em Londres e o ataque ao Palácio de Westminster.
- O governo britânico elevou o nível de ameaça terrorista de substancial para severo pela primeira vez em mais de quatro anos, citando aumento de ameaças extremistas islistas e de direita.
- Os signatários pedem união contra o ódio, lembrando que atitudes que colocam culpa em comunidades inteiras ajudam a alimentar a violência, e enfatizam a responsabilidade de todos em proteger a segurança e a dignidade de todos os cidadãos.
Dois ataques contra membros da comunidade judaica no Reino Unido motivaram a assinatura de uma carta aberta de solidariedade. A ação foi organizada pelo grupo Survivors Against Terror (SAT) após os incidentes em áreas de norte de Londres. A carta reúne dezenas de sobreviventes e familiares de vítimas de 19 atentados diferentes.
A carta afirma que a justificativa de ataques antissemitas pela ação de Israel alimenta um ambiente propício a novos atentados. O texto também ressalta o impacto do terrorismo na vida das pessoas e pede unidade entre comunidades para enfrentar o extremismo.
Essa mobilização ocorre em meio a investigações sobre o que ocorreu em Golders Green, onde dois homens judeus foram atacados na semana, e em Southwark, onde outro ataque foi registrado no mesmo dia. Um suspeito, Essa Suleiman, de 45 anos, foi indiciado pela tentativa de homicídio das vítimas Shloime Rand, 34, e Moshe Shine, 76, além de Ishmail Hussein, apontado como envolvido no caso.
O governo britânico elevou o nível de ameaça de terrorismo de substancial para severo pela primeira vez em mais de quatro anos, citando o aumento de ameaças de fontes islamistas e de extremismo de direita. O aumento ocorre no contexto de ataques recentes contra cidadãos judaicos no país.
Entre os signatários, há familiares de vítimas de ataques como o Bataclan, Manchester e London Bridge, além de sobreviventes de ataques de 7/7. A lista inclui figuras públicas associadas à defesa de direitos humanos e à luta contra o extremismo, reforçando o apoio à comunidade judaica.
Diversos membros ressaltam que a responsabilidade é de toda a sociedade enfrentar o ódio que alimenta a violência. A carta enfatiza a necessidade de proteção à segurança e à dignidade de todas as comunidades no país. A mobilização visa negar espaço ao preconceito.
Brendan Cox, cofundador da SAT, afirmou que ataques antissemíticos recentes não foram casos isolados, mas parte de uma série de agressões. Ele ressalta a importância de uma resposta firme da sociedade para enfrentar o extremismo sem hesitação.
Jo Berry, também cofundadora da SAT, destaca que a assinatura envolve pessoas que vivenciaram o impacto da violência e que existe uma responsabilidade compartilhada para proteger uns aos outros. A carta funciona como um apelo para a união contra o ódio.
Lisa Ghiggini, sobrevivente do ataque ao Fishmongers’ Hall, reforça que nenhuma comunidade deve enfrentar o medo sozinha. A frase final do texto enfatiza que a união entre as pessoas é a via para impedir a propagação do ódio.
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