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Chefes de polícia não enfrentaram o racismo por falta de liderança diz auditoria

Relatório independente aponta falhas de liderança nacional e cultura interna na polícia, com impactos limitados após cinco anos de plano contra o racismo

The Independent Scrutiny and Oversight Board blamed a lack of national leadership for failures to tackle racism in policing.
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  • O ISOB informou que promessas para combater o racismo na Polícia, feitas há cinco anos, não tiveram impacto significativo.
  • O relatório aponta falta de liderança nacional clara e de mudanças institucionais, com avanços lentos e dependentes de esforços individuais.
  • Houve investimento de cerca de £ 10 milhões, considerado uma fraqueza pela National Black Police Association.
  • Apenas seis entre 44 batalhões aceitaram a conclusão de que houve falhas, incluindo grandes forças como Metropolitan Police.
  • O governo foi solicitado a intervir e impor mudanças, com a autoridade policial reconhecendo que ainda há muito a fazer para alcançar mudanças profundas.

Promessas feitas há cinco anos, após o movimento Black Lives Matter, não resultaram em impacto significativo no combate ao racismo nas forças de segurança da Inglaterra e do País de Gales. Um relatório independente aponta que a liderança nacional não ofereceu diretriz clara para transformar as ações anunciadas pela polícia.

O comitê ISOB, órgão que acompanha o andamento do plano de ação racial, concluiu que houve progresso insuficiente. O relatório foi divulgado nesta quarta-feira e afirma que os avanços foram lentos, irregulares e dependentes do esforço de indivíduos, sem mudança institucional robusta.

O estudo também aponta que o custo da falha foi alto para a confiança pública. A National Black Police Association classifica o investimento de cerca de 10 milhões de libras como insuficiente para melhorar a experiência de pessoas negras com a polícia.

Gavin Stephens, presidente do National Police Chiefs Council, reconheceu que o avanço ficou aquém do esperado, citando resistência interna entre chefias. Segundo o relatório, apenas seis das 44 forças aceitaram a conclusão de que o problema é sistêmico.

A liderança policial e o governo divergem sobre a extensão da mudança necessária. O relatório afirma que a cultura interna das polícias é o principal obstáculo, com frameworks externos incapazes de romper uma resistência à transformação.

Stephens afirma que a polícia tem feito avanços em áreas específicas, mas ressalta que o progresso continua irregular e dependente de indivíduos engajados, sem uma mudança profunda e estrutural.

O documento destaca que a desigualdade de tratamento persiste: negros são 3,8 vezes mais propensos a serem parados e revistados do que brancos, embora a taxa tenha diminuído desde 2019. A grande maioria das 44 forças rejeitou a análise inicial.

A reportagem também registra críticas de representantes de associações negras, que consideram o investimento superior a 10 milhões de libras insuficiente para alterar o cenário. Volta-se a discutir se mudanças institucionais serão implementadas de fato.

O Home Office informou que irá analisar as recomendações do relatório e considerar as opções de intervenção governamental. A pasta ressaltou que ainda há espaço para avanços, sem confirmar medidas específicas.

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