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Custo social do VLT em Campina Grande é tema de debate público

VLT em Campina Grande agrava despejos e expõe custo social; moradores se organizam pela moradia e por urbanização participativa

Moradias próximas à linha férrea no Tambor, em Campina Grande (PB), em 2025. Foto: Bárbara Martins
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  • O governo federal investe mais de 100 milhões de reais em um VLT para Campina Grande, com previsão de operação em 2026, o que pode levar ao despejo de centenas de famílias na faixa de domínio da linha férrea.
  • Ocupações iniciadas décadas atrás, no Tambor e arredores, cresceram após a desativação da ferrovia, gerando condições de moradia precárias e conflitos com a concessionária.
  • A prefeitura formalizou a cessão da linha em dezembro de 2024 e anunciou as obras em julho de 2025, mas há pouca transparência sobre destinos das famílias e sobre as alternativas de moradia; ações de reintegração de posse voltaram a tramitar pela justiça.
  • Moradores, com apoio da Rede BrCidades e do Observatório das Metrópoles, criaram comissões e vêm articulando visitas a órgãos públicos, audiência pública e cadastro das famílias para reivindicar moradia e melhorias urbanas.
  • A mobilização é vista como parte de uma leitura mais ampla sobre neoliberalismo e financeirização do espaço urbano, ressaltando que o VLT pode acentuar a valorização imobiliária às custas de moradias e serviços públicos.

Desde julho de 2025, Campina Grande, na Paraíba, vive um impasse em torno do Veículo Leve sobre Trilhos (VLT) previsto para a cidade. O projeto, financiado com recursos federais, pode despejar famílias que ocupam a faixa de domínio da linha férrea, questionando o direito à moradia e a função social do espaço urbano.

As ocupações históricas, surgidas há décadas ao longo do traçado férreo, confrontam a prefeitura com a necessidade de cumprir promessas de requalificação urbana sem expulsar moradores. A mobilização envolve comunidades da Região Sul, especialmente nos bairros Tambor, Estação Velha e Araxá, que ocupam áreas consideradas de risco.

O contexto envolve uma linha férrea que deixou de operar por completo em 2010, após privatização e desocupação de serviços. Com o VLT, o governo federal destinou mais de 100 milhões de reais para estudos, projetos e obras, o que reacendeu a tensão entre desenvolvimento urbano e direito à moradia.

Em 2024, houve formalização da cessão da linha para a prefeitura. Em julho de 2025, o anúncio da obra foi feito pelo ministro dos Transportes, que sinalizou a necessidade de soluções para as famílias atingidas. A previsão de funcionamento do sistema, segundo informações divulgadas, é para 2026.

Segundo moradores, não há informações claras sobre o andamento das obras ou sobre alternativas habitacionais. A comunicação entre governo municipal, imprensa e população tem sido alvo de críticas, com relatos de falta de transparência nas tratativas.

A resistência tem ganhado apoio de entidades e movimentos sociais locais. Organizações como a Rede BrCidades Campina Grande, o Observatório das Metrópoles e a Frente pelo Direito à Cidade apoiam ações de comunicação, mapeamento participativo e pressão por respostas institucionais.

A atuação coletiva inclui audiências públicas, denúncias a órgãos nacionais e uma comissão de moradores que reúne representantes de comunidades potencialmente mais atingidas. O objetivo é assegurar o direito à moradia e ampliar a participação popular na discussão do VLT.

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