- Quinze de março de dois mil e vinte e cinco: Brandon Sigarán e mais de duzentos venezuelanos foram deportados para El Salvador, enviados direto ao Cecot e mantidos isolados de familiares.
- Enquanto os venezuelanos foram devolvidos à Venezuela em julho, cinco salvadorenhos deportados continuam desaparecidos nas prisões de Bukele, sem contato com advogados ou familiares.
- Human Rights Watch já informou sobre a situação de desaparecimento forçado e a CIDH pediu medidas cautelares; quatro dos desaparecidos seriam localizados no sistema carcerário de El Salvador até novembro.
- Kilmar Abrego García, deportado junto com os venezuelanos, voltou aos Estados Unidos e luta pelo direito de viver no país; outros familiares dizem que não houve novidades sobre os casos.
- Advogado Kelvi Zambrano atua pro bono e pretende apresentar uma petição à CIDH para responsabilizar o Estado de El Salvador; as famílias continuam buscando respostas e apoio jurídico.
O governo dos Estados Unidos deportou, em março de 2025, mais de 250 venezuelanos para El Salvador, entre eles Brandon Sigarán, deportado junto com outros. Ao chegar, todos foram enviados à prisão de máxima segurança Cecot, da qual nunca mais obtiveram contato com familiares. A medida gerou controvérsia e denúncias de prisões arbitrárias.
Famílias de pelo menos cinco salvadorenhos expulsos permanecem sem notícias, apesar de ações legais. Tomadas por dúvidas, buscaram habeas corpus, recursos e medidas na CIDH, sem obter respostas até agora. O caso inclui a ausência de contato com advogados e familiares durante meses.
Kilmar Abrego García tornou-se símbolo da polêmica: devolvido aos EUA, ele luta pelo direito de viver no país onde passou a vida. Entre os deportados salvadorenhos, outros quatro permanecem desaparecidos nas prisões de Bukele, segundo organizações de direitos humanos.
Contexto
Em 15 de março, o aniversário da deportação, a situação de Brandon Sigarán e dos demais visa acender o debate sobre o impacto humano da operação. A família de Herbert Sigarán fala de depressão e dificuldades, com desvio de rotina e perda de renda.
Situação atual
Ouvidos por jornalistas, advogados relatam que, até o momento, não houve divulgação oficial sobre a situação de quatro dos cinco salvadorenhos. O quinto, Brandon, continua internado no Cecot, sem detalhes sobre acusações ou condenações.
Desdobramentos legais
Advogados tentam levar o caso à CIDH com uma petição para responsabilizar o Estado salvadorenho por violações de direitos humanos. As ações também envolvem órgãos salvadorenhos e internacionais, buscando garantias de acesso a informações e a defesa.
Impacto humano
Famílias ressaltam o dano emocional e econômico causado pelo isolamento. O tempo sem notícias alterou rotinas, relações familiares e planos de vida, com consequências psicológicas e profissionais para os que permanecem no exterior.
Entre na conversa da comunidade