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Plano de deportações da UE pode soar como estilo ICE, alertam grupos

Grupos de direitos alertam que proposta da UE para ampliar deportações pode impor operações de fiscalização similares ao ICE, restringindo acesso a serviços públicos

The EU’s plan to increase deportations includes potentially sending people to offshore centres in non-EU countries.
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  • Mais de setenta organizações de direitos humanos pedem que a UE rejeite uma proposta de ampliar deportações de pessoas sem direito legal de stay, alertando para possível uso de prisões e vistorias no estilo ICE.
  • O texto em discussão prevê medidas para reforçar deportações, incluindo a possibilidade de envio de pessoas a centros offshore fora da UE.
  • A proposta permitiria que a polícia averigue residências privadas sem ordem judicial e outros locais relevantes, o que poderia intensificar patrulhamento e detenção.
  • Serviços públicos poderiam ser obrigados a denunciar pessoas indocumentadas, o que poderia dissuadir acesso a saúde, educação e assistência social.
  • Organizações e especialistas veem risco de mudanças ampliarem vigilância, racismo institucional e violações de direitos humanos, com foco em comunidades racializadas.

O debate sobre o plano de deportação da UE ganhou adesão de mais de 70 organizações de direitos humanos, que pedem a rejeição da proposta. A iniciativa busca aumentar a deportação de pessoas sem direito legal de permanecer no bloco, incluindo a possibilidade de envio a centros offshore fora da UE.

Um grupo de 75 organizações da sociedade civil alerta que as medidas podem ampliar e normalizar operações de retirada, vigilância e prisões, com impacto no cotidiano, serviços públicos e espaços comunitários. O texto também aponta risco de incremento de perfis raciais.

O que está em jogo

A Comissão Europeia apresentou a proposta no ano passado, descrevendo-a como procedimento moderno para ampliar deportações de solicitantes de asilo negado e de migrantes que excederam o visto. O objetivo oficial é tornar as expulsões mais eficientes e rápidas.

Quem está envolvido

Entre os signatários estão organizações de direitos humanos, migrantes e instituições de apoio humanitário. O grupo ressalta que as ações podem exigir buscas domiciliares sem ordem judicial e ampliar exigências de comunicação com serviços públicos.

Possíveis impactos

Segundo os defensores, as medidas poderiam desencorajar o acesso a saúde, educação e assistência social, com consequências negativas para a saúde pública. Relatos de organizações humanitárias citam riscos para gestantes, crianças e pessoas com doenças crônicas.

Perspectivas internacionais

Uma carta de especialistas da ONU, enviada em janeiro, lista preocupações sobre violações de direitos humanos e questiona a motivação da UE. O documento também menciona riscos de estigmatização de migrantes frente a problemas sociais internos.

Próximos passos

O texto regulatório deve passar pela Comissão de Liberdades CãS, com votação prevista para março. Observa-se sinal de avanço para centros offshore, emendas que ampliam opções de deportação e cooperação entre forças de segurança.

Nota: as organizações ressaltam que a medida não é neutra, apontando risco de raidings em domicílios e espaços públicos. O debate continua, com a UE buscando equilibrar controle migratório e proteção de direitos.

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