- Espanha ultrapassou 49,57 milhões de habitantes em 1 de janeiro de 2026, com mais de 10 milhões de pessoas nascidas no estrangeiro, cifra inédita.
- O crescimento populacional é explicado pela chegada de estrangeiros, já que o número de nascidos no país permanece menor, mantendo saldo vegetativo negativo.
- No quarto trimestre de 2025 houve aumento populacional de 81.520 pessoas; as principais nacionalidades de imigrantes foram colombiana, venezolana e marroquí.
- Pessoas nascidas no exterior com nacionalidade espanhola somam 7.243.561, quase metade da população nascida no exterior; esse grupo também bateu recorde.
- As maiores altas populacionais por comunidades foram registradas na Comunidade Valenciana, Castilla-La Mancha e na Comunidade de Madrid; Baleares foi a única região que não apresentou elevação.
A população de Espanha atingiu a marca de 49,5 milhões de habitantes, conforme a Estación Continua de Población do INE. Destes, mais de 10 milhões nasceram no estrangeiro, um recorde histórico divulgado pelo instituto.
Essa marca histórica confirma a tendência de crescimento populacional impulsionada pela imigração, já que o índice de nascidos no país vem diminuindo e o saldo vegetativo continua negativo. O INE ressalta que o aumento recente se deve principalmente à entrada de pessoas nascidas fora da Espanha.
No total, 10.004.581 residentes nasceram no exterior, superando em quase três milhões os que nasceram fora, mas adquiriram a nacionalidade espanhola. Os imigrantes com nacionalidade espanhola adquirida somam 7.243.561. Ainda segundo o INE, esses números configuram um novo recorde para a população com vínculos de cidadania em território espanhol.
Distribuição por comunidades e nítidas tendências regionais
No quarto trimestre de 2025, a população cresceu 81.520 pessoas. Entre as comunidades autônomas, Valencia registrou o maior aumento, seguida por Castilla-La Mancha e Madrid. Baleares foi a única que não apresentou alta nesse período.
Entre as migratórias externas, as nacionais de origem colombiana (36.600 entradas), venezuelana (27.000) e marroquina (22.000) foram as mais expressivas. Já entre quem deixou o país, as saídas mais significativas partiram de marroquinos (13.000), colombianos (12.500) e espanhóis (7.900).
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