- O pastor Milton Otto Martin III, de Chalmette, Louisiana, foi condenado a sete anos de prisão, a pena máxima, por indecente comportamento com uma menor, em um caso ligado a abuso infantil que ocorreu há mais de uma década.
- O veredito ocorreu após júri que o considerou culpado apenas de indecente comportamento; o júri o absolveu de carnal knowledge, tipo de estupro, mantido apenas em relação a uma vítima específica.
- A vítima, hoje com trinta anos, relatou em depoimento que ele dizia que o mundo dela “ iria virar de cabeça para baixo” se ela denunciasse os crimes, e pediu a pena máxima.
- O caso é parte de investigações de abusos sexuais por autoridades religiosas na área de Nova Orleans, com ligações a uma ampla rede de casos envolvendo líderes religiosos na região.
- Martin também deverá se registrar como agressor sexual, conforme determinação da Justiça.
Milton Otto Martin III, pastor da First Pentecostal Church de Chalmette, recebeu a pena máxima de sete anos de prisão por comportamento indecente envolvendo uma adolescente, ocorrido há mais de uma década no sudeste da Louisiana. O veredicto foi confirmado nesta semana em um tribunal suburbano de Nova Orleans.
A vítima, hoje com 30 anos, relatou que Martin dizia que seu mundo viraria de cabeça para baixo se ela denunciasse os crimes. Ela também afirmou que o pastor a culpava pelo que aconteceu, dizendo não ter resistido à tentação que ela representava.
O caso começou com a acusação de carnal knowledge — estupro por meio de relação oral com alguém com 16 anos, por volta de 2011. A jurados absolveram o réu dessa acusação, mas o condenaram por indecência com menor, abrangendo uma faixa de 15 a 17 anos.
Sentença e desdobramentos
A juíza Darren Roy descreveu os abusos como recorrentes e gravemente lesivos, determinando a pena máxima permitida para esse crime. A vítima afirmou, em declaração lida em audiência, que o abuso impactou sua confiança, sua vida de mãe e sua visão de fé.
Denenea, advogado da vítima, destacou que a decisão de aplicar a pena máxima envia mensagem de que mesmo figuras de autoridade não ficam livres da justiça. O réu também deverá se registrar como agressor sexual, conforme determinação judicial.
Contexto mais amplo
O caso se insere em uma série de denúncias de abuso envolvendo autoridades religiosas na região de Nova Orleans. Investigações anteriores incluíram casos com padres da arquidiocese de Nova Orleans e levaram a ações civis e acordos financeiros. A imprensa acompanha desdobramentos de casos correlatos que envolvem redes de proteção institucional.
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