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Líder de mineração no Brasil é condenado por ouro ilegal em terras indígenas

Justiça condena financiador por mineração ilegal no Território Yanomami; pena superior a vinte e dois anos e multa de 31,7 milhões de reais

A small airplane used for illegal mining set on fire by IBAMA inspectors in the Yanomami Indigenous Territory. Image courtesy of IBAMA.
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  • Tribunal federal brasileiro condenou Rodrigo Martins de Mello, conhecido como Rodrigo Cataratas, a mais de vinte e dois anos de prisão por liderar uma organização criminosa e mineração ilegal em terra Yanomami.
  • Mello também foi condenado por lavagem de dinheiro e outros crimes; a decisão determina pagamento de mais de 31,7 milhões de reais em indenização aos Yanomami.
  • Documentos judiciais apontam que ele chefiava uma frota de pelo menos 23 aeronaves usadas para transportar mineradores, combustível e minério para dentro e fora do território indígena.
  • O filho, a filha e mais um cúmplice também foram denunciados e recebem, juntos, mais de dez anos de prisão cada, além de indenização de 2,6 milhões de reais.
  • As defesas recorreram; desde 2023 o governo federal tem promovido grandes operações para expulsar garimpeiros ilegais da região Yanomami.

O juiz Federal condenou Rodrigo Martins de Mello, conhecido como Rodrigo Cataratas, a mais de 22 anos de prisão por liderar uma operação de mineração ilegal na Terra Indígena Yanomami, área protegida na Amazônia. Além da pena, ele foi condenado a pagar mais de 31,7 milhões de reais em danos aos Yanomami.

A acusação apontou Mello como líder de uma organização criminosa envolvida em mineração ilegal, lavagem de dinheiro e outros crimes. Segundo documentos, ele gerenciava uma frota de pelo menos 23 aeronaves usadas para transportar mineradores, combustível, suprimentos e o minério extraído.

A Terra Indígena Yanomami, palco da operação, sofreu degradação ambiental, com impactos na saúde local e aumento de doenças. Dados de estudos apontam contaminação por mercúrio e mortes associadas à atividade ilegal entre comunidades ribeirinhas e jovens.

A decisão também envolveu familiares de Mello. Sua filha, filho e mais um cúmplice foram processados, recebendo penas superiores a 10 anos cada e condenados a pagarem somas adicionais em danos. Os parentes atuariam como coautores em crimes correlatos.

Mello reagiu à sentença, afirmando, por meio de postagem nas redes sociais, que suas ações sempre foram orientadas pela legalidade e pelo compromisso com os mais necessitados, e que isso incomoda outras pessoas. O conteúdo foi publicado no Facebook.

As equipes jurídicas dos envolvidos apresentaram recurso contra a decisão. O processo destaca ainda que, desde 2023, o governo federal tem realizado operações para retirar garimpeiros ilegais da região em apoio à proteção ambiental e aos povos originários.

A sentença chega em meio a ações ampliadas do governo para conter atividades garimpeiras na região, que já registraram pressões sociais, ambientais e humanitárias significativas. A Justiça brasileira continua apurando responsabilidades ligadas aos danos causados aos Yanomami.

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