- A sabatina de Jorge Messias para o Supremo pode ficar para depois das eleições, caso não haja encontro presencial entre Lula e Davi Alcolumbre.
- O Planalto evita oficializar a indicação para não perjudicar a estratégia, enquanto a votação depende de um encontro entre as duas lideranças.
- Alcolumbre está afastado do governo em meio a investigações envolvendo o Banco Master e pressões por uma CPMI, o que complicou a agenda política.
- O Senado foi esvaziado por Alcolumbre para reduzir o impacto da nessa votação, mantendo o rito sem grandes projetos na pauta.
- Houve histórica resistência de Alcolumbre à nomeação de Messias; Lula e Alcolumbre já conversaram por telefone, sem marcar encontro presencial até o momento.
O Palácio do Planalto ainda não oficializou a indicação de Jorge Messias ao STF, evitado para não sofrer derrota no Senado. Planalto busca manter leitura conservadora de timing. A sabatina pode ficar para depois das eleições de outubro.
A decisão depende de uma reunião presencial entre Lula e o presidente do Senado, Davi Alcolumbre. Aliados de Alcolumbre dizem que o encontro é essencial para definir quando ocorrerá a sabatina.
Alcolumbre tem resistido à indicação e, em março, afirmou que a iniciativa deve partir de Lula. O entorno de Lula avalia que o senador está mais afastado por investigações envolvendo o Banco Master.
A crise política incluiu o distanciamento entre líderes. Alcolumbre esvaziou o Senado para reduzir pressão de pautas polêmicas, enquanto o Planalto evita desgaste com o tema da sabatina.
Contexto recente
Em dezembro, Lula manteve conversas com senadores para articular apoio à indicação, sem marcar encontro com Alcolumbre. O presidente do Senado afirmou que só haveria avanço com reunião pessoal.
Em março, houve nova conversa entre Lula e Alcolumbre, sem marcar agenda. Em entrevista, o senador ressaltou que a iniciativa de diálogo deve partir de Lula. O tema permanece sem definição pública.
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