- Alcolumbre afirmou que não houve acordo com Valdemar Costa Neto sobre votar vetos à dosimetria em troca da CPMI do Banco Master, chamando as declarações de “mitômano”.
- Costa Neto alegou ter oferecido à oposição um acordo para derrubar o veto à dosimetria se a CPMI do Master não fosse instalada no Senado.
- Em janeiro, o presidente Lula vetou integralmente o projeto que reduz penas de condenados por atos golpistas; o veto pode ser derrubado pelo Congresso, com votos necessários de 257 deputados e 41 senadores.
- Nos bastidores, Alcolumbre e o presidente da Câmara, Hugo Motta, são contrários à CPMI do Master; há questionamentos sobre vazamentos envolvendo o Banco Master.
- A Polícia Federal informou que a CPMI reinseriu dados do celular de Daniel Vorcaro nos seus sistemas, após ordem de Mendonça para retirar informações sensíveis da sala-cofre; ministro monitora possível extensão da CPMI do INSS.
Davi Alcolumbre rebate declarações de Valdemar Costa Neto, presidente do PL, que afirmou ter oferecido acordo para derrubar vetos ao projeto da dosimetria em troca do fim da CPMI do Banco Master. O senador afirmou que jamais tratou do tema com o aliado e classificou as acusações como mentirosas. Não há data confirmada para a próxima sessão do Congresso.
A polêmica ganhou as redes após Valdemar Costa Neto dizer, em entrevista, que propôs ao oposição derrubar o veto à dosimetria em troca do não funcionamento da CPMI do Master. Segundo o líder do PL, o acordo também envolveria não instalar a comissão de inquérito no Senado. Valdemar afirma que conversou com Rogério Marinho sobre o tema.
A dosimetria teve veto do presidente Lula, reafirmando a defesa de que a medida não prospera. A derrubada do veto depende de votos no Congresso, com 257 votos na Câmara e 41 no Senado. Parlamentares próximos a Alcolumbre e ao presidente da Câmara, Hugo Motta, são contrários à CPMI do Master.
Contexto institucional e bastidores
Nos bastidores, Alcolumbre e Motta são contrários à CPMI do Master, segundo apurações. Trechos dos contatos do banqueiro Daniel Vorcaro com ex-companheira e filho revelaram que ele mencionou Motta como amigo, e que planejava visitas sem avisar à residência oficial do Senado. O tema envolve ainda pressões sobre vazamentos de informações.
A oposição tem criticado a condução da CPMI do INSS, liderada pelo senador Carlos Viana, que vazou dados de Vorcaro. Em fevereiro, Mendonça decidiu recolher o primeiro pedido de sigilo telemático e encaminhar para a PF, para análise antes de disponibilizar à comissão. Assim, o sigilo passa a ser objeto de controvérsia entre Fórum do Senado e tribunal.
A PF informou que a CPMI voltou a ter dados do celular de Vorcaro nos seus sistemas, incluídos após a retirada ordenada por Mendonça. A Procuradoria da CPMI aponta que houve reintrodução de informações removidas, segundo nota da PF. O Senado trabalha com a possibilidade de prorrogação da CPMI conforme decisão do ministro Mendonça.
O presidente do Senado sinalizou, porém, que, se depender dele, a CPMI do INSS não será prorrogada, aguardando decisão ministerial sobre eventual extensão. O mandado de segurança relativo à prorrogação foi protocolado pela cúpula da CPMI. O encerramento dos trabalhos está previsto para o dia 28 deste mês.
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