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Payman, Thorpe e Faruqi pedem mudanças no Parlamento para combater racismo

Independentes e Greens pressionam o Senado para abrir investigação e promover treinamento anti-racismo, buscando evitar que o racismo corroa a democracia no parlamento

One Nation leader Pauline Hanson wears a burqa in the Senate chamber at Parliament House in Canberra.
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  • Independentes Fatima Payman e Lidia Thorpe e a Greens Mehreen Faruqi enviaram à presidente do Senado, Sue Lines, uma carta pedindo a abertura de uma nova investigação e treinamento anti-racismo para parlamentares.
  • As senadoras dizem que o racismo, aberto e velado, vem corroendo a democracia e que quem denuncia preconceito é punido ou deslegitimado.
  • Citam episódios como a atuação de Pauline Hanson com o uso de burca no Senado e uma disputa entre Thorpe e a ex-senadora Hollie Hughes sobre o reconhecimento da terra, entre outros momentos de desconforto.
  • Pedem mudanças nas regras do regimento e a imposição de treinamento anti-racismo obrigatório, começando por quem supervisiona as sessões.
  • O governo, através da ministra Katy Gallagher, reconhece que o comportamento deteriorou-se, mas afirma que a investigação não é a solução; tentativas anteriores de reativar a comissão acabaram sendo derrotadas.

O grupo de senadores independentes Fatima Payman e Lidia Thorpe, junto com Mehreen Faruqi, da Greens, pediu ao presidente do Senado, Sue Lines, que abra uma investigação e promova treinamento anti-racismo para parlamentares. A medida busca reduzir o que chamam de racismo aberto e velado no parlamento federal.

Em uma carta de cinco páginas enviada na manhã de quarta-feira, os parlamentares destacam casos recentes em que sentiram e relataram racismo, afirmando que quando denunciam o racismo, são punidos ou desacreditados. Eles dizem que o comportamento reforça estereótipos contra mulheres de cor.

Contexto e antecedentes

Os senadores afirmam que padrões duais de tratamento silenciariam vozes que criticam o racismo, prejudicando a integridade da casa e a participação de jovens mulheres de cor na política. O texto cita incidentes envolvendo o uso de vestimentas em plenário, bem como interrupções a chamamentos de ordem.

O caso envolvendo Pauline Hanson, que usou uma burca no plenário no ano passado, é citado como exemplo de comportamento contestado. Os senadores dizem que houve resistência de membros da oposição para agir prontamente.

Desdobramentos institucionais

A carta incentiva mudanças formais nas regras do Senado, com aplicação de treinamentos obrigatórios de combate ao racismo para quem supervisiona as sessões. Em novembro de 2024, a Labor concordou com uma investigação pelo comitê de procedimentos do Senado, proposta por Thorpe e Faruqi, mas o colegiado nunca se reuniu e o tema caiu após as eleições de 2025.

Katy Gallagher, ministra das Finanças, reconheceu que a conduta no parlamento deteriorou, mas afirmou que a investigação não seria a solução única para reverter o problema. Ela destacou a necessidade de avaliar conduta individual e manter a responsabilidade institucional.

Panorama atual

Os senadores solicitam que sue Lines avalie medidas para encerrar padrões duais, com foco em treinamento anti-racismo desde quem organiza as sessões até funcionários de apoio. Enquanto o tema volta ao centro da pauta, o governo e a coalizão já enfrentam discussões sobre caminhos para reforçar a segurança e o respeito no plenário.

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