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PF abre investigação preliminar sobre alertas falsos do sistema da Defesa Civil

PF investiga invasão de plataforma da Defesa Civil que disparou alertas falsos para milhões de celulares, com previsão de retorno após troca de senhas

Sede da PF em Brasília — Foto: TON MOLINA/FOTOARENA/ESTADÃO CONTEÚDO
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  • A Polícia Federal abriu, neste sábado, uma investigação preliminar para apurar o disparo de alertas falsos pela plataforma Defesа Civil Alerta, da Defesa Civil.
  • A invasão fez com que milhões de celulares em ao menos sete unidades da federação recebessem mensagens de Alerta Extremo com a palavra “misantropia”.
  • Ao todo foram dez alertas falsos; nove pelo sistema Cell Broadcast e um por SMS, e a plataforma foi retirada do ar por volta de 1h30.
  • O Ministério da Integração informou que acionou a PF e que tudo indica tratamento de ataque hacker; ainda não há estimativa precisa de quantos estados foram atingidos.
  • O governo pretende lançar, no futuro, um sistema de envio de alertas mais seguro; enquanto isso, há troca de senhas e a devolução da plataforma ao ar depende de garantias de segurança.

A Polícia Federal abriu neste sábado (20) uma investigação preliminar para apurar o disparo de alertas extremos falsos por uma plataforma da Defesa Civil. O objetivo é esclarecer como ocorreu a invasão e quem esteve por trás. O episódio ocorreu na madrugada, em território nacional, com a necessidade de apuração pela PF.

A invasão atingiu a plataforma Defesa Civil Alerta, que enviou mensagens para celulares de ao menos sete unidades da federação. Ao todo, foram 10 alertas falsos, com o texto Alerta Extremo e a palavra misantropia.

As notificações foram enviadas majoritariamente pelo sistema Cell Broadcast, com uma exceção via SMS. A plataforma ficou fora do ar por volta das 1h30 para receber medidas de segurança.

O Ministério da Integração informou ter acionado a Polícia Federal para a investigação. O secretário nacional de Proteção e Defesa Civil, Wolnei Wolff, afirmou que tudo indica tratar-se de um ataque hacker. Não há estimativa exata de quantos celulares receberam as mensagens.

De acordo com Wolff, não é possível afirmar quantos estados participaram do envio. O governo trabalha para restabelecer o serviço com a troca de senhas de acesso e a verificação de que não haverá novos ataques. Não há data definida para a retomada.

Um novo sistema de envios, com maior robustez, já está em desenvolvimento, segundo o Ministério. Não há detalhes sobre o cronograma de lançamento. As possibilidades de enquadramento legal incluem invasão de dispositivo informático, perturbação de serviço e falsidade ideológica.

Medidas e próximos passos

A PF continuará a investigação para identificar autorias, meios usados e eventual ramificação do ataque. O governo avalia reforços de segurança para plataformas de alerta de desastres. A operação segue sob sigilo até novas informações.

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