- O presidente Lula lançou o programa “Brasil Contra o Crime Organizado”, com investimentos de R$ 11 bilhões, estruturado em quatro eixos: asfixia financeira do crime, fortalecimento do sistema prisional, aumento de esclarecimentos de homicídios e combate ao tráfico de armas.
- Flávio Bolsonaro defende endurecimento da legislação penal, fortalecimentos do sistema prisional e uso de tecnologia e inteligência, incluindo aumento de penas e redução da maioridade penal.
- Ronaldo Caiado aposta em divulgar resultados da gestão de segurança em Goiás como modelo nacional, mantendo posição de oposição à PEC da Segurança Pública e defendendo alinhamento entre estados e União para o tema.
- Romeu Zema propõe classificar facções criminosas como organizações terroristas, ampliar a prisão em segunda instância em casos de reincidência, reduzir a maioridade penal em crimes graves e promover um novo modelo de cumprimento de pena.
- Especialistas apontam desafios, como combate ao crime organizado, feminicídios, roubos e crimes digitais, além de criar um Sistema Único de Segurança Pública com governança nacional e fortalecimento das polícias civis e do sistema prisional.
Lideranças das pré-candidaturas à Presidência destacam a segurança pública como tema central nas estratégias de campanha a cinco meses das eleições. O tema ganhou peso após levantamentos que apontam a violência como principal problema para o eleitorado, com demanda por ações em nível federal.
O governo Lula apresentou um pacote de combate ao crime organizado, com investimentos de 11 bilhões de reais e quatro eixos: sufocar o financiamento do crime, ampliar a segurança no sistema prisional, aumentar esclarecimentos de homicídios e enfrentar o tráfico de armas.
Aliados de Lula admitem que a gestão teve dificuldades recentes para avançar na PEC da Segurança Pública, que buscava a coordenação nacional da área. O texto está parado no Senado, segundo a leitura de membros do governo.
Flávio Bolsonaro, pré-candidato pelo PL, defende endurecimento da legislação penal, ampliação do sistema prisional e maior uso de tecnologia e inteligência. O plano também prevê revisão de leis para ampliar penas e reduzir a maioridade penal em casos graves.
O histórico de Flávio, como senador, inclui dezenas de propostas na área de segurança, com foco em aumento de penas, criação de novos tipos de crime e reforço ao armamento. Interlocutores afirmam que o objetivo é sinalizar firmeza diante da criminalidade.
Ronaldo Caiado, do PSD, aposta na gestão de Goiás como molde nacional. A estratégia envolve dados de queda de roubos e homicídios, defesa de prerrogativas das polícias locais e alinhamento entre União, estados e municípios. O plano prioriza cooperação entre forças.
Romeu Zema, do Novo, lançou diretrizes que admitem classificar facções como organizações terroristas, abrindo caminho para cooperação internacional e uso de forças nacionais. O documento também propõe prisão obrigatória em segunda passagem pela audiência de custódia.
Entre as propostas de Zema, está a ampliação de penas, redução da maioridade penal em crimes graves, e uma mudança no modelo de cumprimento de pena. A meta é ter um regime único mais simples e efetivo de execução penal com supervisão.
Especialistas destacam desafios que vão além das propostas dos candidatos. O combate ao crime organizado, a violência contra mulheres e o incremento de crimes digitais aparecem entre as prioridades. A articulação entre União, estados e municípios é considerada essencial.
Para o especialista, é fundamental uma política prisional que crie mais vagas e mantenha investimento estável no sistema carcerário. Também é ressaltada a necessidade de fortalecer as polícias civis e ampliar a investigação criminal como prática comum.
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