- Itaú Unibanco e Google anunciaram parceria para enfrentar o golpe do falso gerente, com bloqueio automático de ligações fraudulentas no Android a partir de terça-feira (12) para usuários com aplicativo do banco.
- No piloto, o Itaú integrou seus números receptivos aos sistemas de proteção do Android, de modo que chamadas que venham desses números são reconhecidas como fraudulentas e bloqueadas sem tocar.
- A proteção funciona em segundo plano, sem necessidade de configuração pelo usuário, e a tentativa fica apenas no histórico do aparelho.
- O golpe envolve vítimas que recebem ligações se passando por centrais do banco, com instruções para acessar links por WhatsApp, leitura de QR Code e execução de transações como empréstimos de R$ 25 mil e Pix de R$ 7.102,44.
- Mesmo com a barreira, especialistas orientam que clientes desconfiem de contatos não solicitados, encerrem a ligação e usem canais oficiais do banco para confirmar a autenticidade, registrando ocorrência em caso de golpe.
Duas grandes empresas se unem para barrar golpes de falso gerente antes do contato direto com a vítima. Itaú Unibanco e Google anunciaram, nesta semana, uma parceria que integra bloqueio automático de ligações fraudulentas aos aparelhos Android. A ferramenta atua antes do potencial golpe chegar ao estágio de conversa.
O acordo vale para usuários no Brasil que tenham um aplicativo do Itaú instalado, independentemente de serem pessoa física ou jurídica. O recurso utiliza tecnologia de identificação de chamadas para detectar tentativas de *call spoofing*, em que o número exibido na tela parece ser o do banco.
No piloto com o Google, o Itaú mapeou números receptivos — telefones usados apenas para receber chamadas de clientes — e integrou esses dados aos sistemas de proteção do Android. Quando uma chamada parte desses números, a ligação é bloqueada automaticamente, sem exigir configuração do usuário.
O objetivo é impedir que criminosos se apresentem como centrais do banco e induzam vítimas a compartilhar senhas ou clicar em links maliciosos. A proteção opera em segundo plano, deixando o registro da tentativa no histórico do celular.
A ação surge em meio a casos crescentes de golpes envolvendo falsas centrais de atendimento. Em agosto de 2025, a Justiça julgou improcedente pedido de restituição em um caso envolvendo transferência via Pix após leitura de QR Code, citando uso de senha e token de segurança pela vítima.
A parceria com o Google é vista como um complemento às medidas de prevenção aos golpes, segundo a equipe do Itaú. A executiva Ana Leda Guedes Tavares destaca que a solução atinge qualquer usuário Android com o app do banco instalado, ampliando a proteção sem depender de ações do cliente.
Especialistas jurídicos ressaltam que a decisão judicial varia conforme o caso. A culpa pode recair sobre a vítima quando há compartilhamento de senhas ou autorização de operações, mas falhas de segurança do banco também podem levar a responsabilização. A prevenção é apontada como defesa principal.
Mesmo com a proteção, o Itaú reforça que não solicita transferências, senhas, iTokens ou dados de cartão por telefone. Profissionais do setor recomendam encerrar contatos suspeitos e buscar os canais oficiais do banco para verificação.
Em caso de golpe, a orientação é bloquear rapidamente cartões, contas e chaves Pix, registrar boletim de ocorrência e reunir provas como extratos, prints e históricos de ligações. Para Pix, pode haver abertura do MED, o Mecanismo Especial de Devolução, conforme o caso.
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