- A Yarbo informou que vai remover completamente a porta traseira remota do cortador de grama robô, com a opção de apenas ter acesso remoto por consentimento do usuário.
- O cofundador Kenneth Kohlmann disse ao The Verge que clientes poderão decidir se o recurso de diagnóstico remoto ficará ativado.
- Inicialmente a empresa disse que não retiraria o backdoor, mas agora planeja torná-lo opcional e não ativo por padrão.
- A remoção pode levar tempo; pode haver um script de configuração que habilite uma túnel temporário apenas se o usuário ativar.
- Atualizações já foram enviadas para mil aparelhos; futuras remessas devem incluir senhas raiz únicas e a empresa está em contato com o pesquisador de segurança Andreas Makris para validação.
O fabricante do cortador de grama robô Yarbo anunciou que irá remover completamente a porta de acesso remoto que permitia reprogramação pela internet. A mudança passa a valer como recurso opt-in, ou seja, só será instalado se o usuário desejar.
Kenneth Kohlmann, cofundador da Yarbo, confirmou a nova abordagem em entrevista ao The Verge. A empresa já havia prometido medidas de segurança na semana anterior, mas mantinha a porta de diagnóstico remoto para uso por pessoal interno com proteções adicionais.
Na prática, a Yarbo quer entregar aos clientes a decisão sobre manter ou não o acesso remoto. O funcionamento continuará com tutela para diagnóstico, apenas mediante autorização explícita do usuário. A expectativa é reduzir vulnerabilidades exploradas por terceiros.
A fabricante reconhece que a remoção total exigirá tempo, já que os componentes podem permanecer em armazenamento interno para atualização. Um script de configuração deverá ser acionado apenas se o usuário ativar o recurso.
Kohlmann afirmou que, inicialmente, o recurso remoto poderia ser instalado para suporte. Em seguida, a empresa planeja disponibilizar apenas uma opção temporária, caso haja necessidade de diagnóstico remoto.
A Yarbo já está implementando medidas adicionais, como a adoção de senhas únicas de root em cada dispositivo. Atualizações de firmware já alcançaram os primeiros 1.000 equipamentos, com expansão gradual para mais robôs.
A empresa também informou que mantém contato com o pesquisador de segurança que expôs as falhas, sugerindo a possibilidade de validação independente das mudanças.
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