- Programas militares utilizam mamíferos marinhos para localizar minas, submarinos e objetos submersos; a ideia de “golfinhos kamikaze” não é comprovada por fontes oficiais.
- Estados Unidos mantêm desde mil novecentos cinquenta e nove o Programa de Mamíferos Marinhos da Marinha, com golfinhos-nariz-de-garrafa e leões-marinhos-da-califórnia para detecção de minas, vigilância e recuperação de alvos.
- Reino Unido treinou leões-marinhos durante a Primeira Guerra Mundial para buscar submarinos, mas o programa não teve sucesso prático.
- Suécia criou uma unidade de mamíferos marinhos entre quarenta e um e quarenta e três para localizar minas, submarinos e torpedos, encerrando o projeto em mil novecentos quarenta e cinco.
- Ucrânia herdou o programa soviético e o manteve após a anexação da Crimeia; a Rússia intensificou atividades ligadas a golfinhos e outros mamíferos, com indícios de uso em bases no Ártico e no Mar Negro.
O uso militar de mamíferos marinhos, incluindo golfinhos, é tema antigo e ainda ativo em alguns países. A notícia recente sobre possíveis ataques com golfinhos iranianos reacende o debate sobre o tema.
Em coletiva, o secretário de Defesa dos EUA afirmou que não é possível confirmar nem negar a existência de golfinhos kamikaze do Irã, mas reiterou que os EUA não contam com esse tipo de equipamento. O pronunciamento ocorreu diante de perguntas sobre novas capacidades no Estreito de Ormuz.
Contexto histórico e país por país
- Reino Unido: durante a Primeira Guerra Mundial, a Marinha treinou leões-marinhos para localizar submarinos; o projeto não alcançou os objetivos, com distrações em mar aberto.
- Suécia: em 1941 houve uma unidade de mamíferos marinhos para detectar minas e submarinos; encerramento ocorreu em 1943 por dificuldades técnicas, retornando à atividade apenas de forma reduzida até 1945.
- EUA: desde 1959, o U.S. Navy Marine Mammal Program treina golfinhos e leões-marinhos para detectar minas, localizar objetos e monitorar áreas; o programa sustenta missões de reconhecimento e recuperação de alvos.
- Ucrânia (herdado da/ União Soviética): a continuidade do treinamento de mamíferos marinhos persiste desde a Guerra Fria; a unidade na Crimeia passou para o controle russo após 2014, com relatos de uso durante a anexação.
- Rússia: após ocupar a Crimeia, houve aumento de atividades com mamíferos marinhos; imagens de satélite indicaram uso próximo à Crimeia e no Mar Negro; também há indícios de programas similares em outras regiões.
Perspectivas e desdobramentos
Segundo fontes oficiais, os golfinhos têm função de detecção de minas e apoio logístico, com foco em vigilância e recuperação de objetos submersos. A divulgação sobre “golfinhos kamikaze” não é corroborada por documentos oficiais amplos. O tema permanece com informações sigilosas e debates sobre limitações técnicas e éticas.
Observações finais
Os programas são mantidos sob sigilo em muitos casos, com evidências limitadas sobre usos ofensivos diretos. Relatórios apontam que, até o momento, não há confirmação de uso generalizado de mamíferos marinhos como armas. As autoridades civis e militares seguem avaliando geopolítica e tecnologia envolvidas.
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