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PF deflagra operação contra comércio ilegal de canetas emagrecedoras

PF deflagra operação Heavy Pen para reprimir entrada, produção e venda ilegais de canetas emagrecedoras, um dia após endurecimento regulatório da Anvisa

PF deflagra operação contra comércio ilegal de canetas emagrecedoras
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  • A Polícia Federal deflagrou, nesta terça-feira, a operação Heavy Pen contra o comércio ilegal de canetas emagrecedoras, visando entrada irregular, produção clandestina, falsificação e venda de medicamentos e insumos para emagrecimento.
  • Estão sendo cumpridos quarenta e cinco mandados de busca e apreensão e vinte e quatro ações de fiscalização em estados como Espírito Santo, Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Pará, Paraná, Roraima, Rio Grande do Norte, São Paulo, Sergipe e Santa Catarina.
  • A atuação foca em laboratórios de manipulação, clínicas estéticas e empresas que atuam à margem da regulação sanitária, buscando interromper a cadeia envolvendo importação fraudulenta, distribuição e comercialização irregular de substâncias de uso injetável.
  • Ontem, a Anvisa anunciou o endurecimento das regras para medicamentos injetáveis de GLP-1, como as canetas emagrecedoras, por riscos relacionados à manipulação, esterilidade, controle de qualidade e origem dos insumos.
  • A agência informou que, no segundo semestre de 2025, foram importados mais de 100 kg de insumos para manipulação dessas canetas, potencialmente suficientes para cerca de vinte milhões de doses.

A Polícia Federal deflagrou, nesta terça-feira (7), a operação Heavy Pen para combater o comércio ilegal de canetas emagrecedoras no Brasil. A ação busca impedir a entrada irregular, a produção clandestina, a falsificação e o comércio de medicamentos de emagrecimento.

Foram cumpridos 45 mandados de busca e apreensão e 24 ações de fiscalização. Os trabalhos ocorrem em Espírito Santo, Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Pará, Paraná, Roraima, Rio Grande do Norte, São Paulo, Sergipe e Santa Catarina.

Estabelecimentos como laboratórios de manipulação, clínicas estéticas e empresas operando fora da regulação sanitária são alvo das diligências. A PF investiga produção, fracionamento e venda de substâncias sem registro ou de origem duvidosa.

O foco é desarticular grupos da cadeia ilícita que vão desde a importação fraudulenta até a distribuição e venda irregular de insumos de uso injetável. As condutas podem configurar falsificação, comércio irregular e contrabando.

Contexto regulatório

A operação ocorre um dia após a Anvisa anunciar endurecimento das regras para canetas injetáveis de GLP-1, com semaglutida, tirzepatida e liraglutida. Medida visa ampliar controle sanitário sobre manipulação.

Segundo a Anvisa, cresce a manipulação irregular desses medicamentos e há riscos à saúde dos pacientes. Entre eles, esterilização inadequada, falhas no controle de qualidade e uso de insumos sem identidade de origem.

A agência apontou ainda que a importação de insumos para manipulação não tem seguido o ritmo do mercado nacional. No segundo semestre de 2025, foram importados mais de 100 kg de insumos, suficientes para cerca de 20 milhões de doses.

A norma reforçada exige padrões rígidos de esterilidade e pureza para garantir a segurança de produtos injetáveis usados por pacientes.

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