- O número de crimes de perseguição registrados pela polícia na Inglaterra e no País de Gales quase cinquenta vezes maior em uma década, com mais de 135 mil ocorrências no ano passado, ante menos de três mil há dez anos.
- O aumento ocorreu em todas as regiões, com algumas das maiores forças registrando elevações expressivas.
- A Polícia Metropolitana registrou 11.798 ofensas no ano passado, ante 647 há dez anos; a polícia de Greater Manchester subiu de 96 para 10.649 no mesmo período.
- No Serviço de Processamento de Culpas (CPS), acusações aumentaram de 2.305 em 2020-21 para 6.790 em 2024-25, o maior patamar já registrado.
- O CPS lançou, recentemente, um plano de ação específico para perseguição na era digital e trabalha com especialistas para fortalecer a resposta jurídica e a proteção às vítimas.
O registro de crimes de stalking aumentou consideravelmente na Inglaterra e no País de Gales na última década. Dados da biblioteca da Câmara dos Comuns, analizados pelos Liberal Democrats, mostram mais de 135 mil offences no último ano, frente a menos de 3 mil há 10 anos.
O crescimento ocorreu em todas as regiões, com grandes forças policiais registrando altas expressões. A polícia de Londres (Met) contabilizou 11.798 casos no último ano, ante 647 há uma década. Em Greater Manchester, o salto foi de 96 para 10.649.
Aumento também nas acusações. O CPS iniciou 6.790 acusações em 2024-2025, maior patamar já registrado, contra 2.305 em 2020-21. A instituição atribui a mudança ao amadurecimento da identificação de casos e à atuação online dos agressores.
A CPS destaca que o abuso digital tem causado danos reais às vítimas, com o incremento de ações voltadas ao crime de stalking na era online. Em paralelo, foi lançado o primeiro plano de atuação específico sobre stalking.
Especialistas apontam que quase metade das pessoas que recorrem a uma linha de apoio relatam ter sido perseguidas por ex-parceiro. A organização SafeLives reforça que o stalking pode indicar padrões de violência posterior e risco crescente.
A organização Suzy Lamplugh Trust afirma que a tecnologia facilita a perseguição, permitindo monitoramento e assédio em espaços não físicos. O alerta é de que esse tipo de crime exige resposta rápida das autoridades e maior vigilância.
O grupo Liberal Democrats chama a atenção para medidas imediatas, defendendo notificações de proteção contra stalking, similares às usadas em casos de violência doméstica, para permitir ações rápidas pela polícia.
Especialistas ressaltam que o stalking faz parte de comportamentos coercitivos e que a resposta pública deve acompanhar a evolução tecnológica. O objetivo é identificar riscos precocemente e agir com rapidez.
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