- Taybeh, cidade síria no West Bank, enfrenta ataques de colonos israelenses que ameaçam sua existência e expulsão de moradores cristãos há mais de dois anos.
- Em julho do ano passado, fronteiras religiosas e ataques rastreados incluem incêndos e invasões a veículos, com entradas de colonos em fábricas locais e pedreiras.
- Em março, cerca de trinta colonos ocuparam uma fábrica de concreto e uma pedreira, hastearam a bandeira israelense e promoveram orações no local.
- Em fevereiro, o conselho de segurança aprovou medidas que permitem compra de imóveis na Cisjordânia ocupada, movimento visto como passo rumo à anexação.
- Beit Sahour e arredores veem crescimento de assentamentos e infraestruturas associadas, restringindo a circulação e empurrando a população cristã, que já representa menos de 1% da região.
Taybeh, pequena cidade no alto de uma colina no West Bank, vive sob pressão de colonos israelenses. O confronto ameaça a existência da comunidade cristã local, que já resistiu a invasões históricas e mudanças de poder. A situação se intensificou nos últimos meses.
Ao redor de Taybeh existem quatro grandes assentamentos e várias posições não oficiais. Jovens de comunidades ultraortodoxas ocupam áreas próximas, promovendo intimidação e acesso irregular à terra. A violência envolve ataques a veículos, queimadas e danos a propriedades.
Ao longo do último ano, o controle de terras tem sido um padrão crescente. Em julho, houve incêndio no terreno de uma igreja bizantina, seguido por saques e vandalismo. Em março, cerca de 30 jovens colonos ocuparam uma fábrica e uma pedreira, içando a bandeira israelense e promovendo ações que sinalizaram uma pretensão de controle.
Contexto
Em fevereiro, o gabinete de segurança aprovou medidas que facilitam a compra de imóveis na West Bank por israelenses, movimento visto como passo para anexação. Taybeh se destaca por manter uma identidade completamente cristã, o que, segundo moradores, aumenta a vulnerabilidade frente a pressões externas.
O tom de disputa se amplia com o contorno de Beit Sahour, cidade próxima, onde novos elementos de assentamento surgem. A presença de, cada vez mais, barreiras físicas e controles de movimento restringe a vida cotidiana da população cristã, que já registra uma redução expressiva de moradores ao longo das décadas.
Desdobramentos e impactos
Fontes locais indicam que alianças entre autoridades e grupos de colonos criam um ambiente de intimidação constante. Em Beit Sahour, moradores relatam a presença de tropas e a construção de infraestruturas destinadas a facilitar a circulação de assentamentos. O efeito é o êxodo gradual de famílias jovens à procura de oportunidades fora da região.
Dados das Nações Unidas apontam ataques de colonos a comunidades palestinas na região, com média de ocorrências diárias em vários pontos do território. A população cristã da região permanece sob pressão de deslocamento, enquanto a confiança na proteção internacional é questionada.
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