- Uma análise da WIRED com registros do DHS identificou dezenas de agentes federais especializados que usaram força contra civis durante a maior operação de seu tipo já registrada nos EUA, em Chicago e arredores.
- Agentes do Border Patrol Tactical Unit (BORTAC) e do Border Patrol Search, Trauma and Rescue (BORSTAR) entraram em prédios, realizaram prisões a arma em punho e utilizaram força em várias ações de operação Midway Blitz iniciada na segunda gestão de Donald Trump.
- Em uma ação na South Shore Apartments, um cão policial mordeu Tolulope Akinsulie, imigrante não autorizado, sem ser alvo da ação; o episódio foi parte de múltiplos incidentes de uso de força descritos nos registros.
- Em Irving Park, durante o desfile de Halloween, agentes enfrentaram resistência de moradores, recorreram a gás lacrimogêneo e outras táticas, resultando em confrontos com civis e jornalistas presentes.
- Documentos analisados pela WIRED apontam que BORTAC e BORSTAR foram responsáveis por uma parcela significativa dos confrontos envolvendo civis, com várias ocorrências de uso de força registradas entre setembro e novembro.
Durante a operação Midway Blitz, agentes da Border Patrol em unidades paramilitares invadiram várias áreas de Chicago, usando táticas de alto risco e força contra civis. A maior parte das ações ocorreu entre setembro e novembro, em prédios residenciais e praças públicas.
Diversos membros de BORTAC e BORSTAR participaram de incursões, principalmente no South Shore Apartments e em bairros centrais. As equipes atuaram com armamento pesado, cães e táticas de combate, em ações que somaram dezenas de incidentes de uso de força segundo registros obtidos pela WIRED.
Os envolvidos incluem Padraic Daniel Berlin, David Dubar Jr., Corey Myers, Paul Delgado Jr. e outros da BORTAC, com base em Fort Bliss e desdobramentos por várias unidades. A operação visava imigrantes sob vigilância de autoridades federais, sob premissas não comprovadas de controle de gangues.
Ao sul de Chicago, o grupo de agentes gerou confrontos com moradores e espectadores, com uso de gás, impacto de canisters e força física. Casas, ruas e praças viram interrupções, prisões e recepção hostil de parte da população frente às ações.
A cobertura também aponta presença de confrontos próximos a instalações de detenção e a escolas, com relatos de agressões, detenções de civis não-alvos e incidentes de violência envolvendo automóveis, manobras de retirada e uso de força não proporcional.
Fontes que acompanham o caso destacam que a ação envolveu dezenas de agentes de alta prontidão, com histórico militar e de operações anteriores, além de relatos de envolvimento em incidentes com civis durante protestos. Investigações civis locais já foram iniciadas para apurar condutas.
O DHS mantém sigilo sobre dados operacionais, enquanto autoridades locais e federais analisam possíveis abusos de força e violações de direitos durante as ações em Chicago. Organizações civis solicitam esclarecimentos e avanços em investigações independentes.
Outras frentes da operação incluíram ações em Irving Park, onde moradores relatam táticas de choque e detenções durante eventos de Halloween. Vídeos de cenas mostram confrontos entre feds, civis e veículos oficiais.
Ao longo das reportagens, especialistas em policiamento destacam que o uso de táticas paramilitares em áreas urbanas pode destoar de práticas de policiamento civil, levantando questões sobre adequação, treinamento e regras de engajamento.
Entre na conversa da comunidade