- Hackers vinculados ao Irã, grupo Handala Hack Team, afirmam ter acessado o e-mail pessoal do diretor do FBI, Kash Patel, e divulgaram fotos e documentos.
- Ação foi publicada no site do grupo, que diz que Patel “é mais uma vítima pirateada com sucesso”.
- Um funcionário do Departamento de Justiça disse à Fox News que o correio de Patel foi violado e que o material parece autêntico; o FBI não comentou.
- A Reuters não conseguiu verificar de forma independente os e-mails, mas o endereço de Gmail utilizado é ligado a Patel em vazamentos anteriores.
- O grupo afirma ter publicado provas de que sistemas “supostamente impenetráveis” do FBI foram derrubados e promete novas ações em retaliação às ações do FBI contra Handala.
O grupo Handala Hack Team afirmou ter acessado o endereço de e-mail pessoal do diretor do FBI, Kash Patel, e divulgou fotos e documentos na internet. A postagem ocorreu nesta sexta-feira, segundo relatos de veículos estrangeiros. A divulgação inclui fotos pessoais do dirigente, em situações como cheirar e fumar charutos, e viagens em carro clássico.
Autoridades do Departamento de Justiça confirmaram à Fox News que o e-mail foi violado e que parte do material publicado parece autêntico. O FBI ainda não respondeu aos pedidos de comentário sobre a invasão. A Reuters também tentou obter uma posição da agência, sem sucesso até o fechamento desta apuração.
Handala Hack Team se descreve como grupo de vigilantes pró-Palestina e é visto por analistas ocidentais como possível fachada de unidades de ciberinteligência vinculadas ao governo iraniano. O grupo reivindicou recentemente outro ataque a empresa Stryker, em Michigan, alegando ter apagado grande volume de dados.
Verificação e contexto
A Reuters não conseguiu confirmar de forma independente a validade dos e-mails filtrados. A mesma direção pessoal de Gmail atribuída ao diretor Patel aparece em caches de dados de filtragens anteriores mantidos pela empresa District 4 Labs. A Google não respondeu a pedidos de comentário.
Entre o material disponibilizado, há uma mistura de correspondência pessoal e profissional com datas entre 2010 e 2019, segundo a Reuters. O grupo afirma que o FBI tem sistemas falhos e que informações confidenciais estão disponíveis para download público.
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