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Emails, fotos e documentos do diretor do FBI vazados por hackers ligados ao Irã

Hackers ligados ao Irã invadiram a caixa de entrada pessoal do diretor do FBI, divulgando fotos e mais de 300 e-mails entre 2010 e 2019

Kash Patel dressed in a dark navy suit, white shirt and red tie
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  • O grupo Handala Hack Team publicou mais de 300 e-mails da caixa de entrada de Kash Patel, diretor do FBI, entre 2010 e 2019, além de fotos pessoais dele.
  • O FBI confirmou que as mensagens foram alvo de ataque, mas afirmou que os dados são históricos e não envolvem informações governamentais.
  • Entre as imagens divulgadas, há fotografias de Patel em situações privadas, como fumando charutos, em um conversível antigo e mostrando o rosto em selfies com garrafa de rum.
  • O Handala também divulgou trechos dos e-mails, que parecem combinar assuntos pessoais e de trabalho, sem verificação independente de autenticidade.
  • Além de Patel, a hackers-as-iranianas disseram ter atacado a Stryker e afirmaram ter vazado dados de funcionários da Lockheed Martin na região do Oriente Médio; especialistas veem a ação como estratégia para constranger autoridades americanas.

O FBI confirmou que o destinatário de mensagens de Kash Patel, dirigente da instituição, teve a caixa de entrada alvo de hackers ligados ao Irã. O grupo Handala Hack Team publicou imagens pessoais dele e de documentos na internet, entre 2010 e 2019. A divulgação ocorreu nesta sexta, segundo as declarações das partes envolvidas.

Além de fotos, o grupo disponibilizou uma amostra de mais de 300 e-mails que parecem abranger correspondência pessoal e de trabalho. Patel é citado pela organização como vítima de uma invasão identificada como histórica, sem mencionar informações governamentais comprometidas.

O FBI ressaltou que adotou medidas para mitigar riscos associados à atividade, destacando que os dados divulgados são de natureza histórica. A agência apontou que não houve exposição de informações governamentais.

Grupo iraniano reivindica vazamento

A Handala Hack Team afirma ter invadido a conta de Patel e a divulgado como parte de uma atuação que se apresenta como vigilante pró-Palestina. A postagem também mostra fotos dele em situações pessoais, como momentos de lazer e expressão facial durante autorretratos com bebidas.

A organização alega ter acesso a mais do que os emails publicados, sugerindo que há mais conteúdo disponível. Reuters não conseguiu autenticar de forma independente as mensagens entre as coletadas, embora o endereço de Gmail divulgado pela Handala tenha relação com Patel em dados anteriores do mercado negro cibernético.

O grupo ganhou notoriedade ao declarar ataques contra alvos do setor de defesa e tecnologia. Em março, a Handala afirmou ter acessado dados de Stryker, empresa de dispositivos médicos, e ter apagado parte dos dados obtidos.

Reação de empresas e especialistas

A Lockheed Martin informou ciência de relatos públicos sobre o caso e disse possuir políticas para mitigar ameaças cibernéticas. Especialistas de cibersegurança destacam que invasões a e-mails pessoais de autoridades são comportamentos comuns entre atores estatais.

Gil Messing, da Check Point, comentou que o ataque a Patel faz parte de uma estratégia para constranger autoridades americanas. Entidades de segurança destacam que invasões desse tipo ocorrem com frequência, sem implicar falhas de governança específicas.

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