- A Google alertou que computadores quânticos poderiam quebrar a maior parte da criptografia existente até 2029, pedindo que bancos, governos e fornecedores de tecnologia se preparem e atualizem a segurança.
- Atualmente, os computadores quânticos são uma tecnologia nascente com grandes potenciais, mas enfrentam diversos obstáculos para uso generalizado, como manter qubits estáveis e manter temperaturas muito baixas.
- A própria Google disse ter ajustado o modelo de ameaça para priorizar a migração para criptografia pós-quântica em serviços de autenticação, recomendando que outras equipes de engenharia sigam o exemplo.
- A agência britânica de segurança cibernética já havia recomendado, no ano passado, que organizações se protejam contra hackers quânticos até 2035; diferentes cronologias circulam entre 2030 e 2050 para obter um dispositivo cryptograficamente relevante.
- A ideia de “guardar agora, descriptografar depois” deve levar empresas a migrar para criptografia mais avançada, já que dados atuais podem ser acessados no futuro conforme a tecnologia avança.
Banks, governos e fornecedores de tecnologia devem se preparar para ataques de computadores quânticos capazes de violar a maior parte da criptografia atual até 2029, alerta o Google. A escalada representa risco para confidencialidade de dados.
A empresa afirma que a criptografia usada hoje para proteger informações pode ser quebrada por um computador quântico de grande porte nos próximos anos. O lembrete chega no momento em que a tecnologia ainda está em estágio inicial.
Atualmente, computadores quânticos são potentes, porém pouco práticos para uso amplo. Construí-los envolve desafios como resfriamento extremo e alinhamento de lasers, o que exige recursos significativos e avanços técnicos.
A Google já ajustou seu modelo de ameaça para priorizar a migração para criptografia pós-quântica em serviços de autenticação. A empresa recomenda que equipes de engenharia de outras organizações sigam o mesmo caminho.
Impacto e medidas
Especialistas do setor apontam que várias redes podem já estar sujeitas a ataques por meio de técnicas de retenção de dados, com descriptografia futura. Países e empresas devem considerar atualizações rápidas em padrões criptográficos.
Participantes do ecossistema tecnológico descrevem calendários divergentes, com prazos que vão desde 2030 até além de 2050 para criptografias relevantes. Ainda assim, o alerta de Google orienta preparação imediata.
A agência britânica de segurança cibernética já recomendou proteção de sistemas contra hackers quânticos, com foco em 2035. O objetivo é reduzir vulnerabilidades antes da decolagem de qubits estáveis.
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