- Forças armadas britânicas estão autorizadas a abordar navios-tanque russos em águas do Reino Unido para enfrentar a frota sombra que busca contornar sanções.
- A medida amplia a atuação contra navios que utilizam bandeiras falsas ou estruturas de propriedade opacas para exportar petróleo russo.
- Mais de seiscentos navios já foram alvo de sanções pela União Europeia, Reino Unido e Estados Unidos; as novas regras valem apenas para sancionados pelo Reino Unido.
- O primeiro-ministro viajará a Helsinque para a Cúpula da Força Expedicionária Conjunta, discutir estratégias de combate à Rússia; outros membros já atuaram no Báltico.
- Em janeiro, o Reino Unido apoiou forças americanas na apreensão do tanker Bella 1 (renomeado Marinera) e planeja opções de ações semelhantes, com possível abertura de processos criminais contra proprietários e operadores.
O governo do Reino Unido autorizou as forças armadas a abordarem cargueiros russos em águas britânicas, em resposta à frota sombra que tenta driblar sanções. A medida amplia o alcance de ações para conter exportações de petróleo russo sob fachada.
A decisão, tomada pelo primeiro-ministro, permite que militares ou forças de segurança conduzam abordagens mais incisivas contra navios-tanques operando sob bandeiras falsas ou estruturas societárias obscuras. Mais de 600 navios já foram alvo de sanções internacionais.
O movimento acompanha ações da Marinha Real com aliados, como a captura de um cargueiro sancionado no Mediterrâneo, que foi abordado pela marinha francesa. A nova regra aplica-se apenas aos navios sancionados pelo Reino Unido.
Mudanças na política e próximos passos
Esforços do Reino Unido visam reduzir a economia russa e prejudicar o financiamento da guerra na Ucrânia. O chanceler da Defesa, John Healey, já sinalizou opções militares contra navios sancionados, com recursos arrecadados destinados à Ucrânia.
Países parceiros da Força Expedição Conjunta (JEF), incluindo Finlândia, Suécia e Estônia, já atuam no Báltico contra a frota sombra. O objetivo é ampliar vigilância e interromper fluxos de petróleo russo para a China, Índia e Turquia.
Autoridades destacam que cada apreensão passará por avaliação de perícia jurídica, militar e de mercado de energia, com recomendação aos ministros. Prisões criminais podem seguir para proprietários, operadores e tripulação.
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