- Kim Jong-un afirmou durante a primeira sessão da 15ª Assembleia Popular Suprema que a Coreia do Norte vai fortalecer “permanentemente” suas forças nucleares e tratará a Coreia do Sul como o Estado mais hostil.
- O líder criticou a cooperação entre Estados Unidos e Israel e sugeriu que abandonar as armas nucleares deixaria o país vulnerável a pressões externas.
- A fala reforçou a ideia de que a dissuasão nuclear é essencial para a segurança nacional, a estabilidade regional e o desenvolvimento econômico.
- Pyongyang manteve a postura de que a reunificação pacífica não é prioridade e advertiu que ações sul-coreanas consideradas violação de soberania receberão resposta sem hesitar.
- O orçamento para 2026 destina 15,8% do gasto total à defesa, com recursos explícitos para o fortalecimento da dissuasão nuclear e das capacidades militares; Kim foi reelegido, por unanimidade, como presidente da Comissão de Assuntos de Estado.
Kim Jong-un reafirma reforço do arsenal nuclear em discurso durante a primeira sessão da 15ª Assembleia Popular Suprema da Coreia do Norte. Em tom duro, o líder acusa Seul de ser o estado mais hostil e afirma que as forças nucleares serão fortalecidas de forma permanente. A fala foi divulgada pela KCNA.
O discurso ocorreu na véspera da divulgação oficial, após a eleição da mesa da Assembleia e a abertura da nova legislatura, em Pyongyang. Kim vinculou a dissuasão nuclear à soberania e à estabilidade regional, sinalizando que renunciar às armas não é opção para o país.
A leitura de Kim também aborda a ofensiva dos Estados Unidos e de Israel contra o Irã, segundo a imprensa, sugerindo que a crise no Oriente Médio confirma a importância de manter a dissuasão. Em paralelo, o líder rejeitou negociações de desarmamento por garantias econômicas.
Arsenal nuclear e política externa
Kim afirmou que a segurança nacional depende de manter o escudo nuclear e reforçar campanhas para combater provocações de forças hostis. O líder afirmou que ampliar a disuasão é essencial para o desenvolvimento econômico e social do país, conforme a KCNA.
O discurso manteve o tom crítico ao exterior sem mencionar nomes específicos, mas reforçou a posição de Seul como adversário. A defesa de endurecimento da política com a Coreia do Sul acompanha a revisão constitucional em curso e a renovação da liderança institucional.
Contexto institucional e orçamento
A sessão marcou ainda a aprovação de um novo orçamento para 2026, com 15,8% dos gastos destinados à Defesa, incluindo recursos para capacidades nucleares. Analistas apontam que a Coreia do Norte busca manter a ambiguidade estratégica diante de mudanças regionais.
Entre as decisões da sessão, houve a reeleição de Kim como presidente da Comissão de Assuntos de Estado, órgão de maior poder formal, e a aprovação de metas para modernização industrial, energia, produção agrícola e construção de moradias.
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