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EUA proíbem importação de novos modelos de roteadores

FCC proíbe a importação de novos roteadores fabricados no exterior, com foco na China, que controla 60% do mercado americano; modelos existentes continuam permitidos

Roteadores compartilham e coordenam o uso da internet entre vários equipamentos — Foto: Altieres Rohr/G1
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  • A Comissão Federal de Comunicações dos Estados Unidos proibiu a importação de novos modelos de roteadores fabricados no exterior, por questões de segurança cibernética.
  • A decisão tem como alvo principal a China, que segundo a FCC controla sessenta por cento do mercado americano de roteadores domésticos.
  • A regra não vetará roteadores já existentes, apenas modelos lançados a partir de agora.
  • A FCC citou riscos de segurança, incluindo ataques a residências, interrupção de redes e espionagem, com exemplos atribuídos a grupos hackers chineses.
  • Parlamentares e autoridades destacaram a importância da medida para a infraestrutura crítica dos EUA; a TP-Link é mencionada em processos judiciais relacionados a questões de transparência e segurança.

A Comissão Federal de Comunicações dos EUA (FCC) anunciou na segunda-feira a proibição de importar novos modelos de roteadores fabricados no exterior. A medida se concentra na China, citada como motor de 60% do mercado americano de roteadores domésticos, e não afeta aparelhos já existentes.

A justificativa é de segurança cibernética: a FCC afirma que roteadores importados podem apresentar riscos graves à infraestrutura crítica dos EUA. A análise da Casa Branca aponta vulnerabilidades que poderiam ser exploradas para interromper redes, espionagem e roubo de propriedade intelectual.

Segundo a FCC, ataques atribuídos a grupos chineses teriam explorado falhas de dispositivos no exterior. Entre os casos citados estão ataques com os nomes Volt, Flax e Salt Typhoon, com o último supostamente invadindo sistemas de e-mail de assessores do Congresso americano. A agência frisa que as isenções existem apenas para roteadores considerados seguros pelo Pentágono.

Reações e contexto regulatório

Parlamentares já haviam manifestado preocupações, e o presidente do comitê da Câmara sobre a China elogiou a decisão. A embaixada da China em Washington não comentou de imediato. Em fevereiro, a TP-Link Systems foi processada no Texas por suposta venda enganosa de roteadores que permitiriam acesso de Pequim a dispositivos.

A empresa com origem chinesa, mas operação nos EUA, disse defender sua reputação e negou controle governamental sobre dados dos usuários. A Reuters informou que o governo anterior chegou a suspender uma proposta de proibição de venda doméstica de roteadores TP-Link.

Historicamente, os EUA já haviam adotado medidas restritivas sobre equipamentos chineses, incluindo ações envolvendo drones chineses no final do ano passado. A decisão atual não impede a importação nem o uso de modelos já disponíveis no mercado.

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