- Países Baixos será o primeiro país da OTAN a implementar unidades de drones em todas as divisões de combate do Exército de Terra, com contramedidas para esses aparelhos.
- O Ministério da Defesa pretende contratar entre 1.000 e 1.200 pessoas a partir de abril para viabilizar o programa.
- A colaboração com a indústria é considerada essencial, pois é preciso “modernizar e adaptar os sistemas continuamente”.
- Este mês, o governo destinará 30 milhões de euros a um programa para soluções de detecção e interceptação de drones táticos de 150 a 400 quilos.
- A promessa de investimento é alinhada ao objetivo da OTAN de até 5% do PIB para defesa até 2035; para os Países Baixos, isso representa quase 50 bilhões de euros.
O Ministério da Defesa dos Países Baixos anunciou que o país será o primeiro da OTAN a implantar unidades de drones em todas as divisões de combate do Exército de Terra. A medida envolve também contramedidas para esses aparelhos. O objetivo é modernizar as capacidades aeromobiles e de defesa nacional.
O anúncio foi feito pelo general Onno Eichelsheim, comandante-chefe das Forças Armadas neerlandesas, em programa da televisão pública. Segundo ele, a colaboração com a indústria é essencial para acompanhar a evolução tecnológica e adaptar sistemas continuamente.
Eichelsheim lembrou que drones já integram operações, mas a guerra recente em Irã e na Ucrânia evidenciou a importância estratégica desses equipamentos. O militar ressaltou que o Irã ainda mantém boa parte de sua capacidade ofensiva, apesar de perdas defensivas.
Para viabilizar a iniciativa, o governo espera contratar entre 1.000 e 1.200 pessoas a partir de abril. A meta inicial é contratar as primeiras 600 rapidamente, ampliando depois o contingente conforme o andamento do projeto.
Investimentos e metas estratégicas
Nesta linha, o mês de março trouxe um marco: o Ministério destinou 30 milhões de euros a um programa voltado a soluções para detectar e interceptar drones táticos de 150 a 400 kg. Os modelos alvo podem alcançar velocidades de até 600 km/h.
O objetivo é reforçar a autonomia estratégica da defesa holandesa, com desenvolvimento e produção de sistemas anti-drones tanto na Holanda quanto na Europa. O governo enfatiza a importância de manter avanços tecnológicos no terreno.
O tema se conecta a compromissos de defesa assumidos na cúpula da OTAN em La Haya no ano anterior, com alguns aliados prometendo elevar investimentos até 5% do PIB até 2035. No caso dos Países Baixos, a meta representa cerca de 50 bilhões de euros.
O governo atual, liderado pelo primeiro-ministro Rob Jetten, reforça esse apoio como parte de uma política de segurança e modernização das forças armadas. As medidas seguem uma tendência de maior uso de tecnologia de ponta em operações militares.
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