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Países Baixos será o primeiro da OTAN com unidades de drones no Exército

Países Baixos será o primeiro da OTAN a colocar unidades de drones em todas as divisões do Exército, com 1.000 a 1.200 vagas abertas a partir de abril, e parceria com a indústria para modernizar sistemas

El vehículo aéreo de combate no tripulado (UCAV) Bayraktar TB3, desplegado a bordo del TCG Anadolu como parte de un ejercicio de la OTAN, el 17 de febrero.
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  • Países Baixos será o primeiro país da OTAN a implementar unidades de drones em todas as divisões de combate do Exército de Terra, com contramedidas para esses aparelhos.
  • O Ministério da Defesa pretende contratar entre 1.000 e 1.200 pessoas a partir de abril para viabilizar o programa.
  • A colaboração com a indústria é considerada essencial, pois é preciso “modernizar e adaptar os sistemas continuamente”.
  • Este mês, o governo destinará 30 milhões de euros a um programa para soluções de detecção e interceptação de drones táticos de 150 a 400 quilos.
  • A promessa de investimento é alinhada ao objetivo da OTAN de até 5% do PIB para defesa até 2035; para os Países Baixos, isso representa quase 50 bilhões de euros.

O Ministério da Defesa dos Países Baixos anunciou que o país será o primeiro da OTAN a implantar unidades de drones em todas as divisões de combate do Exército de Terra. A medida envolve também contramedidas para esses aparelhos. O objetivo é modernizar as capacidades aeromobiles e de defesa nacional.

O anúncio foi feito pelo general Onno Eichelsheim, comandante-chefe das Forças Armadas neerlandesas, em programa da televisão pública. Segundo ele, a colaboração com a indústria é essencial para acompanhar a evolução tecnológica e adaptar sistemas continuamente.

Eichelsheim lembrou que drones já integram operações, mas a guerra recente em Irã e na Ucrânia evidenciou a importância estratégica desses equipamentos. O militar ressaltou que o Irã ainda mantém boa parte de sua capacidade ofensiva, apesar de perdas defensivas.

Para viabilizar a iniciativa, o governo espera contratar entre 1.000 e 1.200 pessoas a partir de abril. A meta inicial é contratar as primeiras 600 rapidamente, ampliando depois o contingente conforme o andamento do projeto.

Investimentos e metas estratégicas

Nesta linha, o mês de março trouxe um marco: o Ministério destinou 30 milhões de euros a um programa voltado a soluções para detectar e interceptar drones táticos de 150 a 400 kg. Os modelos alvo podem alcançar velocidades de até 600 km/h.

O objetivo é reforçar a autonomia estratégica da defesa holandesa, com desenvolvimento e produção de sistemas anti-drones tanto na Holanda quanto na Europa. O governo enfatiza a importância de manter avanços tecnológicos no terreno.

O tema se conecta a compromissos de defesa assumidos na cúpula da OTAN em La Haya no ano anterior, com alguns aliados prometendo elevar investimentos até 5% do PIB até 2035. No caso dos Países Baixos, a meta representa cerca de 50 bilhões de euros.

O governo atual, liderado pelo primeiro-ministro Rob Jetten, reforça esse apoio como parte de uma política de segurança e modernização das forças armadas. As medidas seguem uma tendência de maior uso de tecnologia de ponta em operações militares.

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