- Quase metade da população australiana acredita que uma força militar estrangeira atacará o país em até cinco anos, aponta estudo do National Security College da Australian National University.
- A preocupação com a segurança nacional atingiu 60% dos pesquisados, com o maior aumento entre quem tem 18 a 24 anos (55% agora, 22% em novembro de 2024).
- Temas como ataques habilitados por IA, desinformação, interrupções de suprimentos e impactos climáticos são vistos como prováveis por 85% ou mais dos respondentes até o fim da década, segundo a pesquisa.
- Em julho de 2025, 69% dos entrevistados consideraram provável um envolvimento militar da Austrália em conflito externo dentro de cinco anos.
- Quase metade (45%) avaliou como provável ou quase certo um ataque externo em solo australiano; 72% demonstraram preocupação com terrorismo doméstico e a maioria acredita que o país está pouco ou pouco preparado para enfrentar ameaças.
O estudo da National Security College da Australian National University aponta que quase metade dos australianos acredita que uma força militar estrangeira atacará o país em até cinco anos. A pesquisa aconteceu entre novembro de 2024 e fevereiro de 2026, envolvendo mais de 20 mil pessoas no total.
Na amostra, dois terços dos respondentes em 2026 estavam preocupados com a segurança nacional, com aumento expressivo entre jovens de 18 a 24 anos. A faixA etária mostrou 55% preocupados, ante 22% em novembro de 2024.
Entre as temáticas, os riscos mais citados incluem ataques com uso de IA, desinformação, interrupções de cadeias de suprimento, mudanças climáticas, interferência externa e crises econômicas graves. Em outubro de 2025, 69% consideravam provável um conflito externo nos próximos cinco anos.
Contexto internacional e impactos energéticos
Ao longo do período, questões de defesa ganharam peso mesmo antes de o conflito atual no Oriente Médio afetar o abastecimento global. A pesquisa complementa o quadro com a percepção de que ataques domésticos por forças estrangeiras são menos prováveis, mas ainda vistos como plausíveis por 45% dos entrevistados.
Percepção de preparo e necessidades
A maioria dos respondentes acredita que o país está pouco preparado para enfrentar ataques estrangeiros, crises econômicas severas ou interrupções de infraestrutura. A preocupação com terrorismo interno também aumentou, registrando 72% de percepção de risco em fevereiro de 2026.
Contexto político e resposta governamental
O estudo indica desejo de mais informações e transparência sobre segurança nacional. Em paralelo, o governo federal tem competência para buscar medidas de mitigação, inclusive na área de energia, diante de quedas de fornecimento observadas com a flexibilização de operações no Oriente Médio.
Observações finais do estudo
O histórico de pesquisas mostra que o temor entre jovens cresce mais rápido, sugerindo necessidade de políticas de informação e preparação que abordem essa faixa etária sem assumir complacência.
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