- O BTG Pactual suspendeu as operações do Pix neste domingo, após identificar movimentações atípicas em operações relacionadas ao sistema de pagamentos instantâneos.
- O desvio total é estimado em cerca de R$ 100 milhões; a maior parte já foi recuperada, restando entre R$ 20 milhões e R$ 40 milhões.
- O banco informou que não houve acesso às contas dos clientes nem exposição de dados de correntistas.
- O Banco Central não se pronunciou sobre o caso; o BTG afirmou que a medida de suspensão foi tomada por precaução durante a investigação.
- O episódio se soma a uma série de ataques cibernéticos ao setor financeiro e levou autoridades a reforçarem mecanismos de detecção em tempo real no Pix.
O BTG Pactual suspendeu as operações do Pix neste domingo, após identificar movimentações atípicas em operações ligadas ao sistema de pagamentos instantâneos. O valor desviado é estimado em cerca de R$ 100 milhões. A medida foi tomada como precaução durante a investigação do caso.
A maior parte do montante já foi recuperada, e equipes trabalham para recompor o restante, entre R$ 20 milhões e R$ 40 milhões, segundo fonte com conhecimento do assunto. Não houve indicação de quando o desvio ocorreu exatamente.
O banco informou que não houve acesso às contas de clientes nem exposição de dados correntistas. A declaração foi enviada à Bloomberg Línea neste domingo. O Banco Central não comentou o caso até o momento.
Contexto de segurança
O episódio se soma a uma série de ataques cibernéticos contra instituições financeiras que utilizam o Pix. Em julho do ano passado, a C&M Software sofreu invasão que levou a perdas acima de R$ 1 bilhão. Em agosto, a Sinqia também foi alvo de ataque no ambiente Pix, sem detalhar impactos.
Após esses episódios, o Banco Central implementou medidas para que participantes do Pix identifiquem movimentações atípicas em tempo real. No fim de janeiro, o Banco do Nordeste também identificou incidente cibernético na infraestrutura de transações do Pix e suspendeu operações.
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