- Bruselas celebra o décimo aniversário do pior ataque yihadista da cidade, ocorrido em 22 de março de 2016, com ataques no aeroporto de Zaventem e na estação Maelbeek.
- O dia deixou 36 mortos e mais de 300 feridos.
- Sobreviventes e a associação Life4Brussels denunciam sensação de abandono por parte do Estado e questionam liberações de auxílios.
- O rei Philippe afirmou que a Bélgica não esquecerá as vítimas e pediu unidade contra o extremismo, reconhecendo que o medo ainda existe.
- O país segue em alerta terrorista e reforça a vigilância de sinagogas e escolas judias, diante de temores de ressurgimento do extremismo.
Bruxelas relembrou neste domingo o décimo aniversário do pior ataque yihadista de sua história, em meio ao temor de um ressurgimento de extremismo. As vítimas e sobreviventes pedem continuidade de apoio do Estado, diante de relatos de abandono e cobranças de devolução de parte das ajudas já recebidas.
Em 22 de março de 2016, dois atentados no aeroporto de Zaventem e na estação de Maelbeek deixaram 36 mortos e mais de 300 feridos. Dois explosivos no aeroporto ceifaram 16 vidas; no metrô, outras 16 pessoas perderam a vida pouco depois.
Entre os sobreviventes, relatos de angústia e insegurança se repetem. A associação Life4Brussels reúne familiares que afirmam que promessas de ajuda não foram plenamente cumpridas e que algumas vítimas enfrentam a cobrança de devolução de parte de auxílios recebidos.
A cidade de Bruxelas viveu horas de pânico e coordenação policial, com a tentativa frustrada de um terceiro atacante, Mohamed Abrini, que não ativou sua bomba. O atentado foi reivindicado pelo Estado Islâmico, aumentando a sensação de vulnerabilidade.
Perspectivas e vigilância
O rei Felipe, em discurso solene, alertou para a necessidade de manter a unidade e o reforço de valores democráticos diante da ameaça. Mesmo com o ataque passado, as autoridades reconhecem que há ainda risco de incidentes.
O país mantém o nível de alerta terrorista em três de quatro e reforça a proteção a sinagogas e escolas judias, em resposta ao aumento de tensões internacionais e do antissemitismo ligado a conflitos no Oriente Médio.
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