- Mensagens de alto escalão indicaram que a polícia planejava dispersar a multidão se o número excedesse a capacidade, com estimativa de até seis mil pessoas no Town Hall.
- A estimativa inicial apontava entre três mil e quatro mil participantes durante o protesto contra o presidente israelense Isaac Herzog, em Sydney.
- A mobilização evoluiu para tentativas de marcha rumo ao parlamento, acompanhadas de dispersões anunciadas pela polícia a partir da noite.
- O caso envolve investigações de brutalidade policial pela Comissão de Supervisão Independente de Polícia, com múltiplos manifestantes sendo acusados de delitos de ordem pública.
- O governo afirmou que as mensagens não refletem os comentários públicos do premier nem do comissário, destacando que as operações ocorreram em circunstâncias extraordinárias durante o protesto.
O que aconteceu: mensagens criptografadas indicam que a polícia de Nova Gales do Sul planejou dispersar o protesto contra o presidente israelense Isaac Herzog caso o público ultrapassasse 6 mil pessoas, durante manifestação em Sydney.
Quem está envolvido: funcionárias e funcionários de alto nível do governo de NSW, incluindo a secretária do gabinete do premier, Simon Draper, a subsecretária Kate Meagher, o comissário de polícia Mal Lanyon e o premier Chris Minns. Há comunicação entre o governo e a polícia durante o evento.
Quando e onde: a manifestação ocorreu em Sydney, na área da Town Hall, na noite de 9 de fevereiro, com atividades que se estenderam até a academia de polícia na região central. A coordenação ocorreu em tempo real durante o aclamado comício.
Por quê: o objetivo central era protestar contra a visita de Herzog e exigir resposta a demandas de grupos pró-Palestina. Em relatos oficiais, houve divulgação de planos para manter restrições de grandes eventos e de reunião pública, com ações de dispersão previstas caso o público chegasse ao limite.
Desdobramentos e planos de dispersão
Conforme as mensagens, Meagher estimou a capacidade em torno de 6 mil pessoas no Town Hall, e Dra. Draper questionou o andamento do protesto, com respostas indicando expectativa de números estáveis. Mais tarde, houve confirmação de que a dispersão ocorreria se o público ultrapassasse a capacidade.
No decorrer da noite, as autoridades enfrentaram pressões para permitir ou restringir marchas. Testemunhos apontaram que a cidade registrou momentos de tensão, com prisões por crimes de ordem pública após confrontos entre polícia e manifestantes.
O premiê Minns informou, em coletiva na sequência, que a polícia enfrentou condições extremamente desafiadoras, afirmando que organizadores de protesto foram os responsáveis pelos confrontos. A força policial reconheceu dificuldades operacionais ao lidar com a multidão.
A Polícia de NSW não respondeu a perguntas adicionais sobre planos de dispersão específicos em caso de atingimento de 6 mil pessoas, citando investigação em curso pelo Lecc. A instituição continuará avaliando o comportamento policial durante o episódio.
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