- Força dos EUA realizou mais um ataque letal em barco suspeito de tráfico de drogas no Pacífico leste, segundo o Comando Sul dos Estados Unidos.
- Um sobrevivente e duas pessoas morreram; as autoridades estatunitenses notificaram a Guarda Costeira para o resgate, e o barco foi levado à Guarda Costeira da Costa Rica.
- A Guarda Costeira da Costa Rica disse ter recuperado dois corpos e um sobrevivente, entregando-os às autoridades costa-riquenhas.
- Especialistas em direito internacional contestam a legalidade dos ataques a barcos, enquanto o Pentágono diz seguir uma estratégia de operações contra traficantes de drogas.
- Desde setembro, o uso de ataques a barcos já resultou em pelo menos 159 mortes, segundo apontam fontes, com dúvidas sobre a comprovação de que as embarcações transportavam drogas.
O Comando Sul dos EUA informou na sexta-feira que realizou mais uma operação de ataque cinético mortal contra uma embarcação suspeita de contrabando de drogas no Pacífico Leste. O objetivo foi atingido enquanto a embarcação navegava pela região, sem divulgação de evidências de que transportava drogas. Um sobrevivente e duas pessoas foram mortas, segundo a nota militar.
Após o ataque, as autoridades disseram que houve notificação imediata à Guarda Costeira dos EUA para ativar o sistema de busca e salvamento. A Guarda Costeira da Costa Rica informou que uma de suas embarcações recuperou os corpos de duas pessoas e um sobrevivente e entregou as vítimas à Guarda Costeira da Costa Rica.
O ataque se soma a mais de 40 operações conhecidas no Pacífico Leste e no Caribe, com o objetivo declarado de alcançar traficantes de drogas. O Comando Sul não apresentou evidências de que a embarcação tenha transportado drogas, limitando-se a apontar que a rota de contrabando é conhecida pela região.
Críticos questionam a legalidade e a eficácia dessas ações, especialmente diante de denúncias de que a maior parte das fentanelas nocivas entra nos EUA por via terrestre, a partir do México. Especialistas também destacam que operações contra supostos traficantes variam na interpretação do direito internacional.
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