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Nova ferramenta permite hackear centenas de milhões de iPhones já em uso

DarkSword, ferramenta de hack de iPhone usada por hackers russos, pode comprometer centenas de milhões de aparelhos com iOS 18 ao acessar sites infectados

Photo Illustration: WIRED Staff; Getty Images
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  • Pesquisadores identificaram DarkSword, uma técnica sofisticada de hackear iPhones, já em uso em sites infectados para comprometer dispositivos que visitam essas páginas.
  • A falha funciona em iPhones com iOS 18, incluindo centenas de milhões de aparelhos que ainda rodam essa versão, mas não afeta as últimas atualizações do sistema.
  • O método é “fileless”: não instala spyware tradicional e usa processos do próprio iOS para coletar dados, com acesso rápido e sem deixar muitos rastros.
  • Sites ucranianos, incluindo veículos de notícia e uma agência governamental, hospedaram o DarkSword; hackers russos parecem ter utilizado campanhas de espionagem associadas à ferramenta.
  • A origem exata permanece incerta, mas há suspeitas de que DarkSword tenha sido vendida por um broker de hacking que pode ter ligado a atividades de Coruna, toolkit já utilizado por grupos associados a espionagem.

Pesquisadores de Google, iVerify e Lookout revelaram nesta semana a identificação de DarkSword, uma técnica poderosa de hacking de iPhone usada por atores apoiados pela Rússia. O método, registrado como capaz de dominar iOS 18, explora sites infectados para afetar visitantes.

A revelação ocorreu publicamente na quarta-feira, com as equipes afirmando que a exploração ocorre ao visitar páginas comprometidas. O risco atinge usuários de iPhone que ainda utilizam versões antigas do sistema, especialmente o iOS 18, conforme dados da Apple. A descoberta aponta para uma campanha ampla.

Os pesquisadores destacam que muitos aparelhos podem ser afetados, já que milhares de sites podem hospedar o ataque. O uso envolve roubo de dados pessoais, senhas, mensagens e dados de apps, além de credenciais de carteiras de criptomoedas. A técnica é descrita como invasiva e rápida.

Origem e uso

O DarkSword foi registrado em campanhas de hackers vinculados a espião russo. Embora o código tenha ficado acessível nas páginas comprometidas, não há confirmação de que tenha sido criado pelos mesmos autores de outros conjuntos de ferramentas. A prática de deixar o código exposto facilita a reutilização por terceiros.

Pesquisadores observam que o DarkSword pode ter sido desenvolvido por um intermediário comercial, que vende técnicas de hacking a diferentes grupos. A relação com campanhas anteriores, como o Coruna, é mencionada por indícios de associação entre operadores e países. A responsabilidade específica ainda não está comprovada.

A ferramenta foi encontrada em componentes de sites ucranianos comprometidos, incluindo veículos de informação e órgãos governamentais. Esse padrão de infiltração facilita o alcance a visitantes sem exigir ação adicional do usuário além da navegação normal.

Funcionamento e alcance

Segundo a análise, o DarkSword utiliza processos legítimos do iPhone para coletar dados, sem instalar spyware persistente. O ataque é descrito como “fileless”, com saída rápida após a invasão, o que reduz rastros e facilita a detecção menos óbvia.

O conjunto de exploits funciona contra a maioria das versões do iOS 18, ampliando o espectro de dispositivos vulneráveis. Em comparação, o toolkit Coruna apresentava suporte a versões anteriores. A adoção mais lenta do iOS 26 aumenta o risco de exposição entre usuários com versões antigas.

Experts ressaltam que o acesso pode ocorrer sem retomada de funcionamento após reinicialização do aparelho. O impacto pode incluir informações de aplicativos de mensagens, histórico de navegação, agendas e dados de saúde, além de dados de carteiras digitais.

Medidas de proteção

Especialistas indicam manter o dispositivo atualizado, verificando regularmente atualizações de software via Configurações. Apps de segurança de terceiros podem ajudar na detecção de compromissos. A Apple não comentou o relatório, e outras empresas limitaram-se a divulgar suas avaliações públicas.

Os pesquisadores recomendam cautela ao navegar por sites pouco confiáveis e evitar mensagens ou links suspeitos. A vigilância sobre as versões do iOS 18 permanece crucial, já que muitos aparelhos ainda utilizam essa versão. Mantê-los atualizados reduz o risco.

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