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Identidade roubada foi usada para enganar homens na internet

Catfishing com fotos de Sasha-Jay Davies gera assédio e confusão; polícia do sul do País de Gales investiga uso indevido de identidade

Contas falsas que se passavam por Sasha-Jay Davies acumularam 81 mil seguidores no TikTok e 22 mil no Instagram
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  • Sasha-Jay Davies, 19 anos, teve fotos roubadas de redes sociais para criar perfis falsos que enganaram homens e mulheres há quase quatro anos.
  • Contas falsas sob o nome Sophie Kadare acumularam 81 mil seguidores no TikTok e 22 mil no Instagram; a conta no Instagram foi encerrada pela plataforma.
  • Um homem fictício, identificado como Mark (nome fictício), começou a conversar com a falsidade em dezembro e só descobriu a história ao ver um vídeo da Davies na TikTok; foi bloqueado pela conta falsa.
  • A polícia do País de Gales investiga o roubo de identidade; Davies denuncia as contas e diz que a situação a levou a reduzir sair de casa e a identificar efeitos emocionais.
  • Especialistas apontam que o catfishing pode violar leis de fraude; autoridades recomendam verificação de identidade, denúncias rápidas às plataformas e cuidado com informações pessoais online.

Sasha-Jay Davies, 19, teve fotos roubadas de redes sociais há quase quatro anos e usadas por outra pessoa para enganar homens na internet. A vítima passou a ser abordada por estranhos na rua e a enfrentar acusações de prometer encontros e não aparecer. O caso está sendo apurado pela South Wales Police, no sul do País de Gales.

A pessoa que se passa pela jovem criou contas falsas com o nome de Sophie Kadare e usou as fotos de Davies para manter conversas com homens e com outras mulheres. Um morador do Essex, conhecido como Mark (nome fictício), foi enganado após ver vídeos da conta falsa no TikTok. Ele trocou mensagens por um mês e só percebeu a farsa ao encontrar conteúdo legítimo da verdadeira Davies.

Segundo Davies, as contas falsas chegaram a ter mais de 81 mil seguidores no TikTok e 22 mil no Instagram antes de serem encerradas. Ela denunciou as contas repetidamente, mas as investidas continuaram, dificultando a identificação dos responsáveis e gerando medo e constrangimento.

O caso ganhou atenção após Davies divulgar a situação nas redes sociais, o que levou a polícia do País de Gales a abrir uma investigação sobre roubo de identidade na região de Mountain Ash. O Instagram removeu a conta falsa; o TikTok não comentou o caso específico, mas informou que bloqueia perfis que se passam por outrem e pratica spam.

Especialista em segurança online, Yair Cohen explica que quem pratica catfishing costuma agir para obter poder ou retirar autoestima, mantendo a identidade falsa para manipular vítimas e terceiros. Ele diz que muitas vezes a pessoa por trás do golpe conhece as vítimas.

Casos semelhantes são discutidos no Reino Unido pelo UK Safer Internet Centre. A responsável Hayley Laskey aponta que, embora o catfishing nem sempre seja crime, ele pode violar leis como o Fraud Act 2006 se houver fraude ou dano financeiro. A prevenção é enfatizada.

Autoridades destacam a importância de denunciar contas falsas nas plataformas e, se necessário, acionar a linha de ajuda de segurança online. Também ressaltam medidas de proteção, como limitar informações pessoais, usar senhas fortes e autenticação em dois fatores.

Davies afirma que deseja respostas e pede maior proteção para perfis online. Ela reforça que um perfil falso pode desestruturar reputações e saúde mental, e defende verificações de identidade nas redes sociais para reduzir riscos.

A polícia de Gales informou que mantém Davies informada durante a investigação. As plataformas são instadas a agir rapidamente para desmascarar identidades falsas e coibir abusos digitais que impactam a vida real.

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