- Em Paphos, no Chipre, sirenes foram ativadas às 12h33 de 2 de março após detecção de objeto suspeito, considerado drone explosivo, com evacuação do aeroporto em curso.
- O ataque de drones iranianos e as retaliações subsequentes deixaram o leste do Mediterrâneo em alerta, com relatos de outros ataques tentados a partir do Líbano.
- A defesa civil revelou que muitos abrigos estão inadequados: de 2.480 abrigos listados, cerca de 480 eram inadequados, inacessíveis, privados ou não existiam.
- O presidente Christodoulides disse que é preciso agir rapidamente, com planos para coordenador nacional com base em padrões europeus e legislação para estimular a construção de abrigos em prédios de apartamentos.
- Autoridades devem receber apoio de especialistas israelenses e melhorar o sistema de alerta precoce; a situação aumentou a percepção de insegurança entre a população.
O drone suspeito de explosivos se aproximou do aeroporto internacional de Paphos, em Chipre, em 2 de março, levando à evacuação e à declaração de emergência local. A sirene foi acionada às 12h33, após detecção do objeto em direção à instalação.
Horas antes, um drone Shahed, de fabricação iraniana, teria causado danos a um hangar na base britânica de Akrotiri, ampliando as defesas locais. As autoridades disseram que o incidente elevou o nível de alerta na região leste do Mediterrâneo.
Valentinos Pangalos, um dos mais tradicionais agentes da defesa civil de Chipre, relatou que recebeu a ordem de evacuar rapidamente o aeroporto. Ele ressaltou que a operação exigiu ação abrupta e intensa.
Maria Papa, chefe da defesa civil, reconheceu falhas na preparação para crises. Ela afirmou que 480 abrigos, entre 2.480 cadastrados, eram inadequados, inacessíveis, privados ou não existiam.
O presidente Nikos Christodoulides informou que apenas 45% da população de até 1 milhão poderia ser acomodada nos abrigos disponíveis. Ele pediu melhorias significativas e o planejamento de ações sob padrões europeus.
Foi anunciado que um coordenador nacional será nomeado para coordenar respostas a incidentes, e que legislação deve incentivar a construção de abrigos em edifícios residenciais. O objetivo é ampliar a capacidade de proteção na população.
A defesa civil planeja visitas de especialistas israelenses para compartilhar melhores práticas. Também estão em estudo sistemas de alerta precoce mais eficazes, visando reduzir o tempo de resposta diante de novas ameaças.
Volta a se confirmar a sensação de insegurança entre moradores, com relatos de pânico e busca por abrigos entre a população. Autoridades destacam que Chipre permanece, em grande parte, um país seguro, apesar das tensões regionais.
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