- Dennis Richardson, ex-diretor-geral da ASIO, pediu urgência em recomendações sobre agências de inteligência após deixar a comissão real sobre antisemitismo e coesão social.
- Ele afirmou que melhorias na segurança pública não podem esperar até dezembro, principalmente com parte da comunidade em temor.
- A comissão, liderada pela ex-presidente do Tribunal de Justiça Virginia Bell, investiga falhas de segurança ligadas ao ataque de Bondi, que tirou a vida de 15 pessoas em um evento de Hanucá.
- Bell disse que atrasos para obter e avaliar material dificultam ouvir evidências sobre a atuação de inteligência e forças de segurança antes do relatório interim previsto para 30 de abril.
- Richardson disse que contribuía pouco e foi considerado supérfluo, recusando o pagamento de 5.500 dólares por dia, mantendo apoio ao trabalho da comissão.
Aqueles que acompanham as investigações sobre a segurança pública receberam um recado direto nesta semana. Dennis Richardson, ex-diretor-geral da ASIO, afirmou que melhorias na segurança pública e na inteligência não podem esperar o relatório final da comissão real sobre antisemitismo e coesão social. A declaração ocorreu poucos dias após sua saída da comissão.
Richardson sustenta que recomendações sobre agências de inteligência devem chegar ao governo o quanto antes, dada a vulnerabilidade de parte da comunidade frente a ataques terroristas. Ele enfatizou que questões ligadas à segurança não podem ser adiadas até dezembro, argumento apresentado em entrevista ao ABC.
A comissão, liderada pela ex-juíza do Superior Tribunal Virginia Bell, investiga falhas de segurança relacionadas ao ataque a Bondi de dezembro, que deixou 15 mortos durante um evento da comunidade judaica. A guarda de material e a avaliação de evidências estavam atrasadas segundo Bell, o que colocava em dúvida a possibilidade de ouvir determinados temas antes de um relatório provisório.
Urgência das recomendações
Richardson afirmou que a responsabilidade governamental primordial é a proteção da comunidade. Segundo ele, recomendações sobre policiamento e inteligência devem ser apresentadas o mais cedo possível, para pautar medidas de segurança públicas já neste ano.
Ele ressaltou que as audiências sobre inteligência e aplicação da lei começariam próximo à data de entrega do relatório provisório, prevista para 30 de abril. O ex-diretor divergia de Bell quanto ao timing de um segundo relatório proposto pela comissão.
Richardson também questionou o modelo de remuneração dele, dizendo que se sentia excedente às necessidades do cargo, o que justificaria sua saída. Ele elogiou o trabalho de Bell, destacando que não havia objeção ao prosseguimento da comissão.
Contexto e impactos para as famílias
Familiares de vítimas do ataque de Bondi temiam que a saída de Richardson prejudicasse a apuração de falhas nas agências de inteligência. A família de Boris Tetleroyd, uma das vítimas, expressou preocupação de que o inquérito perca o foco na avaliação de segurança.
A observação foi de que a comissão precisa manter a qualidade técnica para apurar falhas das agências envolvidas, preservando o rigor esperado pelos familiares e pela comunidade. A instituição afirmou que continuará os trabalhos sob a liderança de Bell.
– com AAP
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