- O primeiro-ministro Mark Carney anunciou um plano de C$ 35 bilhões para fortalecer as defesas do Ártico canadense e reduzir a dependência dos Estados Unidos.
- O objetivo é tornar o Canadá mais autônomo na defesa da soberania ártica, que abrange 4,4 milhões de quilômetros quadrados e é quase totalmente desabitada.
- O pacote prevê ampliar bases aéreas no Ártico com quatro centros de apoio operacional e modernizar instalações já existentes.
- Também está previsto modernizar dois aeroportos comerciais e acelerar a construção de duas estradas ligando o Ártico ao sul do país.
- Carney deve viajar para o norte da Noruega para acompanhar exercícios da OTAN, em meio a tensões com potências que olham para a região.
O primeiro-ministro Mark Carney anunciou um plano de defesa de C$ 35 bilhões para o Ártico canadense, buscando reduzir a dependência dos Estados Unidos. O anúncio ocorreu em 12 de março, em Yellowknife, Noroeste do Canadá. O objetivo é proteger a soberania da região diante de mudanças globais e tensões com potências estrangeiras.
O plano prioriza ampliar bases aéreas, com investimento estimado de C$ 32 bilhões para ampliar instalações e criar quatro centros de apoio operacional no Ártico. Também está previsto modernizar dois aeroportos comerciais e acelerar a construção de duas estradas para ligações com o sul do país.
Carney afirmou que o Canadá não dependerá mais de uma única nação para a defesa do território e destacou a necessidade de autonomia diante de mudanças no cenário internacional, incluindo ações de potências que exploram o clima em aquecimento acelerado. A região Ártica canadense abriga cerca de 25% do Ártico global, com desafios de infraestrutura.
Antes do anúncio, Ottawa já havia sinalizado aumento de gastos militares e o cumprimento de metas da OTAN, com a promessa de elevar o investimento até 2030. A região, com quatro bases aéreas primitivas e cerca de 2.000 militares, deve receber reforços estratégicos para maior presença e resposta rápida.
Carney afirmou que o aquecimento no Ártico ocorre quase três vezes acima da média global, o que atrai interesse de grandes potências. O premiê também mencionou que, desde janeiro, observadores internacionais veem mudanças nas regras de segurança que afetam o Canadá.
Mais tarde, Carney viajará para o norte da Noruega para acompanhar exercícios da OTAN, reforçando a cooperação com aliados na região ártica. O objetivo é avaliar necessidades de prontidão e cooperação em operações no espaço ártico polar. A Lex segue com a agenda oficial.
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