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Canadá amplia defesas no Ártico e diz não poder depender de outros

Plano de C$ 35 bilhões visa ampliar bases e estruturas no Ártico, fortalecendo defesa e reduzir dependência dos EUA

Canada's Prime Minister Mark Carney speaks, as members of the Canadian Armed Forces stand behind him, during his visit to the Royal Canadian Air Force (RCAF) 440 Transport Squadron, in Yellowknife, Northwest Territories, Canada, March 12, 2026. REUTERS/Carlos Osorio
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  • O primeiro-ministro Mark Carney anunciou um plano de C$ 35 bilhões para fortalecer as defesas do Ártico canadense e reduzir a dependência dos Estados Unidos.
  • O objetivo é tornar o Canadá mais autônomo na defesa da soberania ártica, que abrange 4,4 milhões de quilômetros quadrados e é quase totalmente desabitada.
  • O pacote prevê ampliar bases aéreas no Ártico com quatro centros de apoio operacional e modernizar instalações já existentes.
  • Também está previsto modernizar dois aeroportos comerciais e acelerar a construção de duas estradas ligando o Ártico ao sul do país.
  • Carney deve viajar para o norte da Noruega para acompanhar exercícios da OTAN, em meio a tensões com potências que olham para a região.

O primeiro-ministro Mark Carney anunciou um plano de defesa de C$ 35 bilhões para o Ártico canadense, buscando reduzir a dependência dos Estados Unidos. O anúncio ocorreu em 12 de março, em Yellowknife, Noroeste do Canadá. O objetivo é proteger a soberania da região diante de mudanças globais e tensões com potências estrangeiras.

O plano prioriza ampliar bases aéreas, com investimento estimado de C$ 32 bilhões para ampliar instalações e criar quatro centros de apoio operacional no Ártico. Também está previsto modernizar dois aeroportos comerciais e acelerar a construção de duas estradas para ligações com o sul do país.

Carney afirmou que o Canadá não dependerá mais de uma única nação para a defesa do território e destacou a necessidade de autonomia diante de mudanças no cenário internacional, incluindo ações de potências que exploram o clima em aquecimento acelerado. A região Ártica canadense abriga cerca de 25% do Ártico global, com desafios de infraestrutura.

Antes do anúncio, Ottawa já havia sinalizado aumento de gastos militares e o cumprimento de metas da OTAN, com a promessa de elevar o investimento até 2030. A região, com quatro bases aéreas primitivas e cerca de 2.000 militares, deve receber reforços estratégicos para maior presença e resposta rápida.

Carney afirmou que o aquecimento no Ártico ocorre quase três vezes acima da média global, o que atrai interesse de grandes potências. O premiê também mencionou que, desde janeiro, observadores internacionais veem mudanças nas regras de segurança que afetam o Canadá.

Mais tarde, Carney viajará para o norte da Noruega para acompanhar exercícios da OTAN, reforçando a cooperação com aliados na região ártica. O objetivo é avaliar necessidades de prontidão e cooperação em operações no espaço ártico polar. A Lex segue com a agenda oficial.

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