- Uma mãe australiana relatou à Snapchat a conta do filho de 14 anos, mas a plataforma disse que não tomou providências porque a idade declarada era 25.
- A denúncia não resultou em bloqueio, já que não havia sinais de que o usuário fosse menor de 16 e a idade declarada estava acima de 16.
- A eSafety informou que recebeu relatos semelhantes e está buscando o cumprimento por parte das plataformas, incluindo a Snapchat.
- A Snapchat afirma que não analisa o conteúdo de mensagens e que há desafios técnicos na verificação de idade; a empresa diz que avalia toda denúncia de menor e pode bloquear a conta em caso de não conformidade.
- Após questionamentos da Guardian Australia, a Snap pediu documentos de identificação da mãe e encerrou a conta do filho; a mãe critica a gestão do sistema e aponta o peso sobre as famílias.
O Snapchat não removeu a conta de um menor identificada por uma mãe na Austrália, alegando que a idade declarada pelo usuário é 25 anos. O caso surge no contexto da aplicação da proibição de redes sociais para menores de 16 anos no país.
Amanda*, mãe de Tasmanian, registrou o perfil do filho de 14 anos, apontando uma possível violação da norma. A plataforma informou que recebeu a denúncia, mas não tomou providências por acreditar que a idade declarada supera os 16 anos e que não houve sinais suficientes de que o usuário seja menor.
A agência reguladora de segurança online, eSafety, afirmou estar ciente de relatos semelhantes e acompanhará o tema junto às plataformas, incluindo o Snapchat. A orientação é para que haja caminhos acessíveis para denúncias e verificação de idade, com abordagem escalonada no processo de validação.
snapchat eAge verification e bloqueio de contas
A empresa informou que não analisa o conteúdo de mensagens, limitando sinais comportamentais para indicar menor de idade. Em casos de suspeita, o bloqueio só ocorre quando há confirmação de não conformidade com as regras. Ainda assim, a resposta aos relatos não tem sido uniforme.
eSafety vem pressionando pela melhoria no cumprimento das regras. A agência esclarece que as plataformas devem exigir verificação de idade e não depender apenas de autoavaliação ou estimativas faciais. A ideia é evitar fraudes e aumentar a confiabilidade do processo.
Em janeiro, a eSafety orientou que autoridades e famílias sigam encaminhamentos para reportar contas de menores. A agência destaca a necessidade de fluxos de informação entre plataformas para identificar falhas e aperfeiçoar classificadores de idade.
Situação atual e desdobramentos
Após as dúvidas reveladas pela reportagem, a Snapchat entrou em contato com Amanda para solicitar documentos de identificação do filho. A conta foi desativada na quarta-feira subsequente, segundo a mãe.
Amanda afirma que a promessa de facilitar a atuação contra contas de menores não se materializou na prática e questiona se há soluções técnicas mais robustas, como verificação de idade em pontos de entrada, por exemplo, em sistemas operacionais ou lojas de aplicativos.
A eSafety pretende ampliar o estudo sobre a eficácia da proibição de menores de 16 anos, com participação de milhares de famílias. O objetivo é mensurar avanços e gargalos para orientar políticas futuras.
*Nomes alterados.
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