- Em 2025, as buscas por segurança digital no Google atingiram o maior nível em vinte anos no Brasil, com destaque para “family link” e “como proteger o celular do meu filho”.
- O acesso à internet entre crianças de três a cinco anos cresceu de 23% em 2015 para 71% em 2024, segundo o Núcleo Ciência Pela Infância.
- A proteção infantil na internet ganhou impulso com novas normas, incluindo a proibição de celulares em escolas brasileiras e outras medidas de controle.
- A Lei Felca, também chamada de ECA Digital, foi sancionada em 2025 e entra em vigor em 17 de setembro, impondo regras rígidas para plataformas digitais e verificação de idade.
- A discussão ganhou força após o vídeo “adultização” do youtuber Felca, levando à criação de uma CPI no Senado para investigar influenciadores e plataformas digitais.
A busca por segurança digital infantil ganhou projeção no Brasil em 2025, impulsionada por mudanças regulatórias e pelo aumento do uso da internet por crianças. Dados da NCPI indicam que a participação de crianças de 3 a 5 anos online subiu de 23% em 2015 para 71% em 2024. A tendência se refletiu nas buscas no Google, com o termo segurança digital atingindo pico de 20 anos.
A preocupação se ampliou com anúncios de normas recentes. A Lei nº 15.100/2025 proíbe o uso de celulares em escolas, medida que visa reduzir o tempo de tela entre menores. Ao mesmo tempo, a gestão parental de contas de menores de 13 anos ganhou espaço como alternativa de controle.
No Google, o interesse em cibersegurança infantil se traduz em pesquisas frequentes sobre privacidade, senhas, antivírus e backup. Entre as perguntas mais comuns estão como proteger o celular do filho, como fazer backup do WhatsApp e como colocar senha em apps.
Lei Felca e desdobramentos legais
O debate sobre segurança infantil ganhou repercussão com o caso Felca, que resultou em forte atenção às plataformas digitais. Em agosto, o youtuber divulgou o vídeo adultização com mais de 52 milhões de visualizações, expondo práticas de influenciadores e algoritmos.
A CPI do Senado foi criada para investigar influenciadores e plataformas,计 com 70 assinaturas. Um dos investigados foi Hytalo Santos, preso preventivamente em Carapicuíba, SP, em 15 de agosto. Em 2024, ele recebera condenação de 11 anos e 4 meses pela Justiça da Paraíba.
A pressão resultou na Lei 15.211/2025, conhecida como Lei Felca ou ECA Digital. Sancionada em setembro de 2025, a norma entra em vigor em 17 de setembro. Ela estabelece verificação de idade obrigatória e proíbe autodeclaração para menores de 18, além de medidas contra conteúdos nocivos.
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