- O Senado deve votar nesta semana uma resolução de poderes de guerra, apresentada pelos democratas Tim Kaine, Adam Schiff e Chuck Schumer, que impediria o presidente Donald Trump de continuar o conflito com o Irã e exigiria aprovação do Congresso para reentrar na guerra.
- O líder da maioria, John Thune, afirmou que o presidente tem autoridade para as ações em curso e que o objetivo é proteger americanos e bases na região, incluindo aliados.
- A resolução precisa de cinquenta votos para avançar; os democratas têm quarenta e sete cadeiras e o senador John Fetterman vai se opor, o que dificulta a obtenção de apoio de pelo menos cinco republicanos.
- Na Câmara, Ro Khanna e Thomas Massie apresentaram outra resolução, mas enfrentam oposição republicana; o presidente da Câmara, Mike Johnson, disse que encerrar a participação sem autorização seria perigoso.
- Mesmo que passe, Trump poderia vetar; para derrubar o veto seriam necessários dois terços de votos em ambas as casas.
O Senado deve votar nesta semana uma resolução de poderes de guerra apresentada por democratas para impedir que o presidente Donald Trump prossiga com o conflito contra o Irã. A medida foi apresentada pelos senadores Tim Kaine, Adam Schiff e o líder do partido na Câmara, Chuck Schumer, e busca encerrar a participação dos EUA nas hostilidades, exigindo autorização do Congresso para novas ações.
Os republicanos atuam para barrar a proposta, com o líder da maioria, John Thune, afirmando que Trump tem autoridade para conduzir as operações. A linguagem do texto enfatiza a necessidade de debate e voto no Congresso para qualquer escalonamento do conflito.
A oposição teme que a resolução não avance sem apoio de, no mínimo, cinco senadores republicanos que se alinhem aos democratas. A oposição de alguns aliados de Trump vem acompanhada de críticas à forma como o esforço foi iniciado, sem consulta prévia ao Legislativo.
Na Casa, representantes democratas e republicanos estão preparando uma segunda resolução similar. A votação, prevista para quinta-feira, enfrenta resistência entre aliados do presidente, com o argumento de que retirar poderes agora seria perigoso.
Mesmo que as duas casas aprovem a medida, Trump pode vetar o texto. Caso haja veto, seria necessária uma maioria qualificada em ambas as casas para sustentar a decisão. Até o momento, o conflito resultou em mortes de militares americanos e de civis no Irã, segundo a Cruz Vermelha iraniana.
Alguns lawmakers defendem que a Constituição atribui ao Congresso a prerrogativa de declarar guerra, destacando a importância de um debate público antes de qualquer escalada. Outros afirmam que a resposta militar já está em curso e requer avaliação constante.
Entre na conversa da comunidade