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Puerto Vallarta após vingança pela queda do Mencho: ‘Eles mandam aqui’

Cartel Jalisco Nueva Generación reage à queda do Mencho em Puerto Vallarta com incêndios, mais de duzentos veículos queimados, fuga de 17 presos e abalo ao turismo

Tienda Oxxo quemada cerca del malecón de Puerto Vallarta.
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  • O Cartel Jalisco Nueva Generación retaliou contra Puerto Vallarta após a queda do Mencho, provocando incêndios em dezenas de estabelecimentos e veículos, com mais de 200 carros atingidos.
  • O fogo e os bloqueios criaram temor e levaram a cancelamentos e à redução de turistas, afetando a economia local e a sensação de segurança.
  • No domingo, houve uma fuga de 17 presos do penal de Ixtapa, após invasão de grupo armado e derrubamento de portão, com mortes e buscas contínuas.
  • Autoridades estaduais intensificaram a resposta com presença da Guarda Nacional, marinha e policiamento, enquanto o governo local busca manter aparente normalidade.
  • Especialistas destacam que Vallarta continua sob influência de redes criminosas e que o poder econômico do crime persiste, alimentando debates sobre estratégias de combate e proteção da cidade.

Era uma cidade turística marcada por aços retorcidos e cinzas. Em Puerto Vallarta, no litoral de Jalisco, o Cartel Jalisco Nueva Generación (CJNG) respondeu à queda de seu líder com uma onda de ataques a lojas, veículos e estruturas. O domingo foi de incêndios e medo entre moradores e visitantes.

O fogo atingiu centenas de veículos, com mais de 200 itens incendiados em vias públicas. Lojas, comércios e postos de abastecimento foram tomados pelas chamas, inclusive um terminal de conveniência próxima ao malecón. Um condomínio de explosões e fumaça deixou a cidade parcialmente deserta.

Em meio aos incêndios, houve uma fuga de 23 presos da penitenciária de Ixtapa, fora de Puerto Vallarta. Um grupo armado invadiu o local, derrubou portões e facilitou a evasão. Entre os foragidos aparecem cúmplices de alto nível do CJNG, incluindo figuras ligadas a Lagos de Moreno e Nova Cegonha, conforme apurado por autoridades.

Ainda no domingo, o governo local ativou protocolos de emergência. O governador de Jalisco, Pablo Lemus, decretou código vermelho para a região e pediu que a população se resguardasse. Oito horas depois, o início da fangar em Tapalpa mostrava que o cerco ao líder ainda ocorria, enquanto Vallarta tentava manter a ordem.

Contexto e impactos

A cidade permanece sob forte vigilância com a presença de forças de segurança, incluindo a Guarda Nacional e unidades da Marinha. Na região, 17 presos continuam foragidos e são procurados pelas autoridades. Restaurantes, lojas e serviços são afetados pela retração de turistas e pelo receio de novas ações.

Especialistas destacam que Puerto Vallarta abriga grandes complexos hoteleiros e operações de turismo, o que torna seu controle econômico relevante para redes de lavagem de dinheiro vinculadas ao CJNG. Observadores ressaltam a importância estratégica da cidade no território regional, com impactos diretos sobre a economia local.

Moradores e comerciantes relatam sensação de insegurança, ainda que muitos afirmem que Vallarta permanece mais tranquilo do que outras cidades da região. Mesmo com o reforço policial, o fluxo de visitantes caiu e as autoridades trabalham para restabelecer atividades, ao mesmo tempo em que investigam os despojos e desdobramentos da ação do cartel.

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