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ONU alerta risco de vazamento radioativo se ataques atingirem instalações do Irã

Agência nuclear da ONU alerta para risco de vazamentos radiológicos se bombardeios atingirem instalações iranianas, apesar de não haver danos comprovados

El director del Organismo Internacional de Energía Atómica, Rafael Grossi, tras la reunión de la Junta de Gobernadores, este lunes en Viena.
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  • O diretor-geral do OIEA, Rafael Grossi, alertou, em Viena, sobre o risco de fuga radiotiva caso bombardeios atinjam instalações iranianas, com possível evacuação de áreas extensas.
  • A agência diz não haver evidências atuais de danos a plantas nucleares no Irã.
  • Esforços para contatar as autoridades reguladoras nucleares iranianas continuam sem resposta, e o OIEA busca restabelecer esse canal de comunicação.
  • Irã e Estados Unidos vinham negociando, em Genebra, um acordo sobre o programa atômico, com o OIEA como observador técnico e Omã como mediador; Grossi afirmou sentir frustração com o andamento das tratativas.
  • O OIEA também informou que o Irã mantém reservas de urânio enriquecido a 60%, material próximo do nível necessário para armas nucleares, e destacou obrigações do país sob o Tratado de Não Proliferação.

O Organismo Internacional de Energia Atômica (OIEA) alertou nesta segunda-feira, em Viena, sobre o risco de vazamento radiológico se bombardeios atingirem instalações iranianas. A avaliação ocorre mesmo sem evidência de danos atuais a plantas no Irã.

O diretor-geral do OIEA, Rafael Grossi, afirmou que a situação é extremamente preocupante e não pode-se descartar uma liberação radiológica com consequências graves, incluindo evacuações amplas. A agência ainda não encontrou danos comprovados.

Grossi destacou que os contatos com autoridades regulatórias nucleares iranianas seguem sem resposta, apesar de esforços da organização. A declaração ocorreu após a sessão especial do Conselho de Governadores, solicitada pela Rússia.

No contexto diplomático, Irã e EUA haviam negociado, em Ginebra, um acordo sobre o programa atômico com o OIEA atuando como observador técnico e Oman como mediador. Grossi participou das negociações, que continuariam em Viena.

Documento confidencial do OIEA, divulgado na sexta-feira, mostrou que o Irã seguia armazenando urânio enriquecido a 60%, mesmo após ataques de Israel e dos EUA. Imagens de satélite indicaram movimento de veículos perto de um complexo de túneis em Isfacã.

Grossi afirmou que não há informações atualizadas sobre o material de urânio enriquecido a 60%. A análise busca confirmar o destino do material, enquanto o Irã mantém sua adesão ao Tratado de Não Proliferação de Armas Nucleares (NPT) desde 1970, com obrigação de uso pacífico.

Segurança nuclear

Donald Trump havia declarado a destruição total do programa iraniano durante uma operação militar anunciada pelos EUA. O OIEA ressaltou que várias nações da região possuem centrais e instalações de nuclear ativas, elevando a importância da moderação em operações militares.

A agência lembrou que Emirados Árabes Unidos, Jordânia, Síria e outros países operam reatores ou instalações de pesquisa, além de possíveis depósitos de combustível. O chamado é por maior moderação em ações militares para evitar riscos à segurança nuclear.

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