- França vai aumentar o número de ogivas nucleares em seu arsenal, anunciando o medida em discurso ao vivo do presidente Emmanuel Macron.
- O país tem hoje cerca de 290 ogivas nucleares, posição que já foi superior a 300 antes de 2008.
- Macron não informou o número de ogivas adicionais nem pretende divulgar novos dados sobre o arsenal.
- A iniciativa visa uma dissuasão avançada e cooperação com a Europa, com participação de Alemanha, Polônia, Holanda, Bélgica e Dinamarca, dentro da estrutura da OTAN.
- O gasto anual para manter as ogivas é de cerca de € 5,6 bilhões, mantendo a França como o quarto maior arsenal nuclear do mundo, atrás de Rússia, Estados Unidos e China.
França vai reforçar seu arsenal nuclear com novas ogivas, anunciou o presidente Emmanuel Macron em pronunciamento ao vivo nesta segunda-feira (2). O líder afirmou que o aumento ocorre em meio ao atual período de turbulência geopolítica, sem citar números específicos. O objetivo é manter a dissuasão em alto poder destrutivo.
O país já abriga cerca de 290 ogivas nucleares, número que ficou abaixo de 300 após redução promovida em 2008 pelo então presidente Nicolas Sarkozy. Macron ressaltou que não se trata de uma corrida armamentista, mas de responsabilidade de manter a dissuasão eficaz.
A declaração ocorreu na base naval de Île-Longue, na região noroeste, onde ficam os quatro SSBNs da Marinha Francesa. O presidente não informou quantas ogivas adicionais serão adquiridas, afirmando que não haverá divulgação de números.
Contexto estratégico e parcerias
Macron destacou que a França buscará uma dissuação avançada, em linha com a OTAN, sem romper com a doutrina nuclear do país. Alemanha, Polônia, Holanda, Bélgica e Dinamarca devem atuar como parceiros nesse esforço, sem compartilhar a decisão final.
O governo francês mantém investimentos anuais na ordem de € 5,6 bilhões para sustentar o arsenal existente. O montante apoia mísseis balísticos lançáveis de submarinos e de caças Rafale, compondo o quarto maior arsenal global, atrás de Rússia, EUA e China.
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