- O presidente do Equador, Daniel Noboa, anunciou, em 2 de março, o início de operações conjuntas contra o narcotráfico com os Estados Unidos e aliados da região.
- Noboa afirmou em X que a ofensiva é uma nova fase da sua política de mão dura, mas não informou se haverá envio de efetivos americanos ao território equatoriano.
- As operações começam neste mês e ocorrem em meio à morte de El Mencho, líder do Cartel Jalisco Nueva Generación, no México, considerado parceiro da máfia equatoriana.
- O Equador concentra cerca de setenta por cento da droga que sai da Colômbia e do Peru, o que alimenta uma escalada de violência e elevados índices de homicídios.
- De 15 a 30 de março será imposto toque de recolher noturno em quatro províncias mais atingidas: Guayas, Los Ríos, Santo Domingo de los Tsáchilas e El Oro.
O Equador anunciou nesta segunda-feira 2 o início de operações conjuntas contra o narcotráfico com os Estados Unidos e aliados da região. As ações, descritas pelo presidente Daniel Noboa como uma nova fase de sua política de tolerância zero, começam ainda neste mês, sem detalhes sobre o envio de militares americanos ao território equatoriano.
A medida mantém uma aliança de segurança que se fortaleceu desde 2023, quando Noboa assumiu o poder. O país responde por cerca de 70% da cocaína que chega aos mercados vizinhos da Colômbia e do Peru, principais produtores mundiais, o que alimenta uma violência regional com altas taxas de homicídios.
Além da cooperação, o governo informou que, de 15 a 30 de março, será decretado toque de recolher noturno em quatro províncias mais atingidas pela violência: Guayas, Los Ríos, Santo Domingo de los Tsáchilas e El Oro. O ministro do Interior, John Reimberg, afirmou a jornalistas durante cerimônia de formatura de policiais que o país está em guerra.
Medidas de segurança e cooperação internacional
Em dezembro do ano passado, Estados Unidos enviaram militares ao porto de Manta, no sudoeste do Equador. O governo não divulgou números nem a duração dessa presença. A iniciativa ocorre em meio a um cenário de potências regionais buscando ampliar cooperação em segurança.
Noboa tem enfatizado alinhamentos com autoridades norte-americanas, mantendo o foco em combate ao tráfico de cocaína e à mineração ilegal. A relação com o governo dos EUA se sustenta mesmo após o referendo de 2025, em que a população rejeitou a instalação de bases militares estrangeiras.
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