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Empresas britânicas no Oriente Médio sob ameaça de hackers iranianos

NCSC alerta que firmas britânicas com presença no Oriente Médio enfrentam risco aumentado de ataques cibernéticos indiretos por atores ligados ao Irã, com possíveis impactos operacionais

‘Iranian state and Iran-linked cyber actors almost certainly currently maintain at least some capability to conduct cyber activity,’ said the NCSC.
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  • O National Cyber Security Centre alertou que empresas britânicas com presença no Oriente Médio enfrentam risco aumentado de ataques cibernéticos indiretos ligados ao Irã.
  • A entidade afirmou que atores cibernéticos ligados ao Estado iraniano mantêm, ao menos, capacidade de realizar atividades cibernéticas.
  • O alerta aponta que não houve mudança significativa no risco direto ao Reino Unido, mas prevê dano colateral por hacktivistas ligados ao Irã.
  • Organizações com operações na região devem fortalecer a monitorização de seus sistemas de TI e seguir diretrizes do NCSC para ataques cibernéticos.
  • O aviso destaca a necessidade de atuação imediata, especialmente para infraestrutura crítica e empresas com cadeias de suprimento na área de tensões regionais.

O National Cyber Security Centre (NCSC) alerta que empresas britânicas com presença no Oriente Médio enfrentam risco aumentado de ataques cibernéticos oriundos do Irã. A advertência destaca a possibilidade de ações indiretas, promovidas por hacktivistas alinhados a interesses regionais, em meio ao conflito atual. Não há mudança significativa no risco direto aos alvos no Reino Unido.

Segundo o NCSC, o Irã mantém, ao menos, capacidade de realizar atividades cibernéticas, mesmo após campanhas de bombardeio que afetaram líderes e estruturas políticas do país. A agência sugere vigilância reforçada e monitoramento dos sistemas de TI, especialmente para organizações com operações ou cadeias de suprimento na região.

A orientação é preparar a defesa diante de danos colaterais e ataques indiretos. O órgão recomenda seguir diretrizes de resposta a ameaças cibernéticas e intensificar a vigilância de redes, servidores e serviços expostos ao tráfego na região.

Jonathon Ellison, diretor de resiliência nacional do NCSC, enfatiza a necessidade de atuação rápida. Ele aponta que infraestruturas críticas, como aeroportos e usinas, dependem de medidas preventivas para reduzir vulnerabilidades diante de um cenário de tensões regionais.

Contexto adicional cita ataques cibernéticos de 2012 a 2014 atribuídos ao Irã contra instituições financeiras e companhias internacionais. Especialistas destacam que, embora o Irã não figure entre os alvos mais prováveis, empresas britânicas podem sofrer impactos indiretos.

Especialistas de segurança ressaltam que grupos vinculados ao Irã costumam atuar de forma oportunista. Observam que o ritmo e a escala dos ataques variam, exigindo resposta ágil e reforço de defesas em ambientes com dados sensíveis ou presença regional significativa.

A presença de atores ligados ao Irã já é monitorada por empresas de segurança cibernética. Relatos indicam atividade de ataques distribuídos de negação de serviço e tentativas de extrair dados de organizações que mantêm registros amplos de pessoas.

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