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Hackers atacam apps e sites iranianos após ataques dos EUA e de Israel

Especialistas indicam retaliação cibernética iraniana contra alvos dos EUA e de Israel, após ataques conjuntos, com quedas de conectividade e mensagens hackeadas

Figurines with computers are seen in front of U.S. and Iran flags in this illustration taken, September 10, 2022. REUTERS/Dado Ruvic/Illustration/File Photo
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  • Em ataque conjunto dos EUA e de Israel contra alvos no Irã, hackers passaram a atacar apps e sites iranianos na madrugada de sábado, segundo especialistas em cibersegurança.
  • Um dos alvos foi o BadeSaba, app de calendário religioso com mais de 5 milhões de downloads, que exibiu mensagens como “it’s time for reckoning” e pediu às forças armadas que entreguem armas.
  • A conectividade à internet no Irã caiu acentuadamente, com quedas observadas às 07h06 e 11h47 GMT, deixando o país com conectividade mínima, segundo analista.
  • Especialistas destacam que ataques a serviços governamentais e alvos militares podem fazer parte de uma retaliação coordenada e de ações de grupos iranianos alinhados a estados.
  • A operação pode incluir desde ataques de negação de serviço a ações ofensivas diretas, com civis e alvos comerciais/industriais potencialmente impactados, conforme avaliações de firmas de segurança.

O que aconteceu: uma onda de operações cibernéticas ocorreu na madrugada de sábado, acompanhando o ataque conjunto dos EUA e de Israel a alvos no Irã. Entre os alvos houve a invasão de diversos sites de notícias e o ataque à BadeSaba, aplicativo de calendário religioso com mais de 5 milhões de downloads. Mensagens com teor de aviso foram exibidas aos usuários, pedindo que as forças armadas entreguem armas e “rendam-se ao povo”.

Quem está envolvido: especialistas em cibersegurança observam que grupos pró-Irã podem ter atuado em retaliação. Empresas de análise de risco destacam a participação de atores vinculados a redes hacktivistas e a tentativas de amplificar antigos incidentes de vazamento de dados. Autoridades norte-americanas não comentaram oficialmente o episódio.

Quando e onde: os fatos ocorreram na madrugada de sábado, com o Irã sendo o alvo principal. Conectividade no país caiu de forma acentuada, registrando interrupções significativas em horários próximos a 07h06 GMT e 11h47 GMT, segundo analistas. A maior parte do país permaneceu com acesso restrito durante o dia.

Por quê e desdobramentos: especialistas apontam que as ações visam limitar uma resposta coordenada iraniana e sinalizar capacidade de retaliação. Analistas destacam que ataques podem incluir reforços de tentativas de intrusão, ataques DDoS e ataques ciberespaciais em alvos militares, comerciais ou civis afiliados a EUA e Israel. O cenário sugere uma escalada gradual de atividades no Oriente Médio.

Perspectivas de especialistas

  • Técnicos avaliam que grupos ligados a atores pró-Irã já atuam em operações de reconhecimento e em ataques de negação de serviço. A atuação pode preceder ações mais agressivas.
  • Empresas de segurança destacam a possibilidade de uso de dados vazados antigos apresentados como novos, bem como ataques a sistemas industriais expostos na internet.
  • Observadores apontam que o Irã costuma reagir de forma contida a incidentes anteriores, mas o novo contexto pode sinalizar mudança de tática.

Contexto regional e impactos

  • Comentários de pesquisadores indicam aumento da atividade cibernética na região, com relatos de mensagens de ação pública de perfis pró-Irã.
  • Autoridades de segurança destacam que a resposta pode incluir ações de grupos apoiados por redes estatais, bem como linha de ações de cibersegurança contra alvos identificados.

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